Alemanha surpreende com forte quarto trimestre e cresce 1,6% em 2014
Berlim, 13 fev (EFE).- A Alemanha cresceu 1,6% em 2014, um décimo acima do antecipado, devido à surpreendentemente alta do quatro trimestre, no qual o consumo doméstico e o investimento propiciaram um avanço de 0,7% da maior economia europeia.
O Escritório Federal de Estatística (Destatis) anunciou nesta sexta-feira o índice definitivo do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha nos últimos três meses do ano passado, que ultrapassou todas as expectativas e fez com que a estimativa provisória para o conjunto do ano fosse revisada para cima.
Os números são melhores que as últimas previsões do Executivo, do Bundesbank (banco central alemão) e dos institutos de estudos econômicos, que esperavam um avanço entre 1,2% e 1,4% para todo o ano, mas não alcançam as projeções mais otimistas do início de 2014, de entre 1,7% e 1,9%, quando Ucrânia não estava em guerra.
“Nossas dores intestinais conjunturais terminaram”, comentou hoje Alexander Kruger, economista-chefe da agência de investimento Lampe, sobre o esfriamento da economia de meados de 2014, quando Alemanha encolheu 0,1% no segundo trimestre e cresceu um tímido 0,1% no terceiro.
Na época, a economia se via afetada pela incerteza em torno do conflito da Ucrânia -e por consequência da guerra cruzada de sanções- e pela fraca recuperação da zona do euro, principal mercado das exportações alemãs.
Entre outubro e dezembro do ano passado, no entanto, os fatores internos -de caráter positivo- combinados com uma série de elementos como a queda do petróleo e a depreciação do euro, fizeram a balança pesar para o crescimento.
A alta do final do ano se apoiou fundamentalmente no consumo doméstico, que avançou com força instigado pelos aumentos salariais e pela queda do preço dos combustíveis, o que elevou a renda disponível das famílias e estimulou as despesas.
Além disso, a Destatis constatou uma evolução positiva dos investimentos, sobretudo na construção, um setor beneficiado pelas taxas de juros em mínimos históricos.
Por sua parte, o setor exterior -um motor tradicional da economia alemã- contribuiu positivamente para o PIB, embora exportações e importações de bens e serviços tenham aumentado de forma similar nos últimos três meses de 2014.
Com relação ao ano anterior, a economia alemã cresceu no quarto trimestre 1,6%, uma taxa superior à variação anualizada do terceiro trimestre (1,2%) e do segundo (1,0%).
A Destatis também indicou que a população com emprego chegou a 43 milhões de trabalhadores no quarto trimestre, o que representa um aumento de 412 mil pessoas, ou 1,0% em termos anualizados. EFE
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