JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Pânico | 00h00 - 01h00
Notícias

Alta da inflação dificulta negociações de aluguéis; entenda os impactos

Os contratos são reajustados pelo IGP-M, índice de inflação medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que registrou aumento de 2,5% em fevereiro, somando uma alta de quase 29% nos últimos doze meses

Caroline Hardt

Os pais da executiva de recursos humanos Adriana Zanni moram em um apartamento alugado em Moema, na Zona Sul da cidade de São Paulo. Quando chegou o momento de reajustar o valor do aluguel, a família tomou um susto. ” A gente ficou muito preocupado, porque o valor era muito alto”, conta. Os contratos de aluguel geralmente são reajustados uma vez por ano pelo IGP-M, índice de inflação medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês de fevereiro, o indicador subiu 2,5%, somando uma alta de quase 29% nos últimos doze meses. O resultado está bem acima do IPCA, inflação medida pelo IBGE que fechou 2020 em 4,5%. Essa diferença aconteceu porque o IGP-M sofre impacto mais imediato do dólar e dos preços das commodities, como a soja.

O diretor executivo da Rede Lopes, Matheus de Souza Fabrício, no entanto, afirma que há espaço para que inquilinos e proprietários negociem. “É um momento atípico e que, portanto, vale a tentativa de um acordo, uma coisa intermediária que faz sentido para ambas as partes. A gente tem visto que a maioria dos casos tem sido feliz nesse sentido”, disse.  A família da Adriana Zanni foi uma das que conseguiram negociar o valor do aluguel. “Nós conseguimos chegar em um valor de reajuste que acompanhava o valor da aposentadoria. Acho que negociação é assim, ganha ganha para os dois lados. É isso que aconteceu no nosso caso”, afirmou. É importante que proprietários e inquilinos avaliem se vale a pena deixar de cobrar ou de pagar pelo reajuste com base no IGP-M em meio à crise provocada pela pandemia do coronavírus.

[jp-related-posts ids=”1056935,1056389,1056568″]

*Com informações do repórter Nicole Fusco