Apartamento de doente de ebola nos EUA permanece infectado

  • Por Agencia EFE
  • 03/10/2014 11h40

Atlanta (EUA), 3 out (EFE).- O apartamento no qual estava o primeiro paciente de ebola dos Estados Unidos até ser internado de urgência em Dallas (Texas) e onde estão em quarentena seus familiares permanece infectado, se tornando objeto de fortes críticas.

Tanto os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), quanto as autoridades locais em Dallas foram questionadas pelo manejo do caso e por não atuar de forma mais rápida e eficiente para diminuir o risco de contágio.

“Nosso pessoal está colaborando com as autoridades no Texas e já foi usado cloros. Esperamos que seja resolvido hoje”, disse Thomas Frieden nesta sexta-feira no programa Today da “NBC”.

O apartamento onde Thomas Eric Duncan esteva hospedado permanecia até ontem nas mesmas condições de quando ele foi levado no domingo passado ao Hospital Presbiteriano do Texas. A família, que foi posta em quarentena e enfrentará acusações criminais caso saia do apartamento, se queixou ontem que os “lençóis cm suor” usados pelo doente permaneciam na cama utilizada por ele e que nem os CDC nem as autoridades locais tinham dito o que fazer com eles.

Duncan estava em Dallas para visitar seu filho e a ex-mulher, que devem permanecer em quarentena junto a dois de seus sobrinhos até o próximo dia 19, apesar de nenhum deles ter apresentado sintomas de ebola. O Hospital Presbiteriano do Texas revelou que uma falha no software foi a responsável pela falta de informação que permitiu que o paciente fosse enviado a sua casa quando foi ao hospital pela primeira vez, em 26 de setembro.

Ontem à noite, o canal de notícias “NBC News” confirmou que um de seus cinegrafistas na Libéria foi contagiado pelo vírus. Ele está aguardando para ser enviado aos Estados Unidos para receber tratamento.

Ashoka Mukpo, de 33 anos, estava há duas semanas na região quando começou a apresentar os sintomas na quarta-feira. Ele está recebendo tratamento em um centro da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Libéria à espera de sua mudança, prevista para domingo. EFE