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Bairros do extremo leste da capital paulista sofrem há dias com alagamentos

Moradores da Zona Leste da capital paulista cobram soluções das autoridades contra enchentes que assolam a região há anos. Nos últimos dias, a população da Vila Itaim, Jardim Romano e arredores da Várzea do rio Tietê está ilhada novamente. As chuvas desta semana fizeram o nível da água subir e não baixar mais. Parte da […]

Marina Ogawa

Moradores da Zona Leste da capital paulista cobram soluções das autoridades contra enchentes que assolam a região há anos.

Nos últimos dias, a população da Vila Itaim, Jardim Romano e arredores da Várzea do rio Tietê está ilhada novamente. As chuvas desta semana fizeram o nível da água subir e não baixar mais.

Parte da rua Condessa da Forquilha está alagada, mas a situação é considerada normal. No entanto, o tempo permanece instável e os moradores já sabem que se chover, os transtornos só aumentarão,

Alan Pereira da Silva, morador da região há mais de 30 anos, contou que o problema é recorrente.

O autônomo Josivaldo Alves também vê o mesmo filme há bastante tempo e disse que enquanto o poder público não garantir infraestrutura para o escoamento da água, a vida dos moradores fica paralisada em meio aos alagamentos.

O motorista José Teixeira Matos afirmou que as crianças sequer conseguem ir para a escola, pois têm medo que fiquem doentes em contato com a água suja.

Protestos foram realizados durante a semana e, nesta sexta-feira (15), a Comissão de Moradores do Jardim Romano fará reunião para tratar do assunto. Os moradores querem fim ao problema do refluxo do esgoto para ruas e casas, ação da Defesa Civil e obras no córrego Itaim.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que atua na região com o Governo do Estado para amenizar o efeito das chuvas com seis bombas e seis caminhões hidrojato para retirar a água acumulada.

O texto diz que o Departamento de Água e Energia Elétrica – DAEE cedeu outras seis bombas para drenagem da água e colabora na limpeza nas bocas de lobo, nas redes de drenagem e no estabelecimento de plano de contingência.

A obra citada pelos moradores é de um pôlder (área protegida por diques para conter inundações), para reduzir o impacto do problema. Segundo a Prefeitura, a construção é prioridade da atual gestão e está prevista para ser entregue até o final do ano. Ainda explica que a Defesa Civil do município realiza o monitoramento das ações na região e auxilia no transporte diário das crianças para as creches.

*Informações do repórter Fernando Martins

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