Brasil e Argentina assinam novo acordo para o comércio de automóveis

  • Por Agencia EFE
  • 11/06/2014 19h30
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Buenos Aires, 11 jun (EFE).- Brasil e Argentina assinaram nesta quarta-feira em Buenos Aires um novo acordo para administrar o comércio bilateral de automóveis durante os próximos 12 meses, com vistas a negociar um convênio de longo prazo.

O novo pacto foi rubricado pelo ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Mauro Borges, e pelos ministros argentinos de Economia, Axel Kicillof, e de Indústria, Débora Giorgi.

O acordo terá vigência até 30 de junho de 2015 e estabelece que o Brasil poderá exportar a seu vizinho US$ 1,5 por cada dólar que a Argentina venda ao Brasil.

Os países se comprometeram, além disso, a iniciar negociações, a realizar-se entre julho e março de 2015, para elaborar um novo acordo, de cinco anos e para ser aplicado a partir de 1º de julho de 2015 para a troca comercial de produtos automotores.

“É um dia de muita satisfação. Negociamos sob um intenso fogo de rumores que não íamos chegar a um acordo proveitoso e mutuamente beneficente. Se abre a partir de hoje uma nova etapa de aprofundamento na relação bilateral produtiva para o setor automotivo”, disse Kicillof em entrevista coletiva.

O ministro argentino destacou que o novo acordo dá “certeza e estabilidade” ao setor e um “melhor balanço” nas trocas bilaterais, deficitárias para a Argentina.

Kicillof disse que há uma oportunidade “para que os carros sejam fabricados no Brasil e na Argentina de forma integrada, com a maior quantidade possível” de peças fabricadas localmente, para abastecer os dois mercados domésticos e para também “conjuntamente poder sair ao mundo”.

“Este acordo beneficia ambos países, que favorece o fluxo de comércio bilateral e a integração produtiva. O acordo garante que não haverá restrições ao comércio bilateral na cadeia automotiva”, assegurou Mauro Borges.

Um comitê bilateral fará o acompanhamento das trocas para garantir a aplicação do convênio.

“O acordo de longo prazo é nosso grande objetivo: que liberemos definitivamente o comércio bilateral de carros”, acrescentou Borges.

O acordo bilateral é assinado em um momento complicado para a indústria automotiva argentina – que emprega 140 mil pessoas -, com suspensões em alguns terminais, devido a quedas na demanda doméstica e menores importações ao Brasil, seu principal parceiro comercial.

“Nossas exportações tinham caído fortemente e também estava produzindo-se uma queda da exportações do Brasil a nosso país”, reconheceu Giorgi.

Segundo a ministra argentina, este novo acordo ajudará a “superar esta situação”. EFE

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