‘Acho que se arrependeram de me levar, deram um tiro no pé’, diz Luciano Hang sobre CPI

Em entrevista ao Pânico, o empresário afirmou que ‘o povo dará o troco’ em senadores da comissão nas próximas eleições: ‘No momento em que os brasileiros precisam de renda e de emprego, estão preocupados em se aparecer’

  • Por Jovem Pan
  • 30/09/2021 14h47
Reprodução/PânicoO empresário Luciano Hang, que depôs na CPI da Covid-19, foi o convidado do programa Pânico desta quinta-feira, 30

Nesta quinta-feira, 30, o programa Pânico recebeu o empresário catarinense Luciano Hang, que prestou depoimento ontem à CPI da Covid-19. Em entrevista, ele afirmou que senadores da oposição, conhecidos como G7, fazem um circo na comissão pensando nas eleições de 2022. “Tentaram me intimidar e me jogar para baixo para que eu, talvez, os afrontasse, mas eu fui com serenidade. Fui para jogar ao contrário. O povo brasileiro merece respeito, o que falta naquela CPI é respeito com o povo. Eles vão para lá para fazer o circo deles, pensando em 2022.” O empresário acredita, no entanto, que a suposta estratégia dos senadores de oposição não vai funcionar. “Se pensaram em fazer a CPI para se promover, deram dois tiros no pé, pois vão receber o troco nas urnas ano que vem. O povo que está por trás das contas sabe a verdade, e vão dar o troco para esse pessoal aí, como o Omar Aziz, no ano que vem. É político, é lamentável que, neste momento em que os brasileiros precisam de renda e de emprego, onde deveria estar sendo votado direitos do país para reduzir a burocracia, estejam preocupados em se aparecer. Eles usam a morte dos brasileiros como palanque, é uma coisa fúnebre. Se eu estiver nesse relatório como réu, podem ter certeza que essa é a CPI das narrativas.”

Hang ainda afirmou acreditar que a cúpula da CPI da pandemia se arrependeu de tê-lo convocado para depor. “São umas histórias sem pé nem cabeça. Acho que eles se arrependeram de me levar, deram um tiro em cada pé, devem estar andando de cadeiras de roda hoje. Eu estava falando e eles apagavam o som, quem me via não escutava. Por isso eu levei minhas plaquinhas. É o que eu uso nas minhas lives. Não me deixam falar, é isso que eles queriam. Fui massacrado e humilhado, mas minha mulher olhou nos meus olhos e disse para eu ir falar a verdade, falar o que eu fiz pelos brasileiros. Disse para que eu não voltasse para casa como um covarde. Eu estava doido para ir mesmo. As perguntas eram coisas que não tinha nada a ver com Covid, foi uma vergonha. Tentaram me fazer ficar intimidado. Eu esperava mais de um senador da república, falam como se fosse verdade e saem pela tangente.”

O empresário também esclareceu sobre a morte de sua mãe, morta por Covid-19 em fevereiro deste ano, em hospital da Prevent Senior, em São Paulo. “A Prevent Senior foi atacada desde o início, quando disse que ia tratar seus pacientes. Até a mãe do dono fez o tratamento. Até especialistas de São Paulo ficaram doentes e tomaram o remédio. Minha mãe ficou doente, liguei para vários amigos médicos, pedi indicações para onde levar minha mãe. Levei para a Prevent Senior, foi acolhida, fizeram o máximo que puderam. Ela tinha muitas comorbidades e veio a óbito, depois de lutar muito. Porque eles não vão atrás de quem se salvou, de quem se recuperou? Vão achar pelo em ovos por causa de política, é uma vergonha. A população está cansada dessa CPI”. A comissão investiga Luciano Hang por omitir no atestado de óbito da mãe que ela tenha morrido de Covid-19 em decorrência de tratamentos enquadrados no ‘kit-Covid’. Em depoimento ao Senado, Hang afirmou que inconstância no documento se trata de um erro do plantonista da ocasião.

Confira na íntegra a entrevista com Luciano Hang: