MTST protesta contra a inflação e fome em frente à mansão de Flávio Bolsonaro

Segundo o movimento, o imóvel teria sido comprado com o dinheiro proveniente das ‘rachadinhas’; organização contabiliza a presença de 300 famílias

  • Por Jovem Pan
  • 30/09/2021 13h08 - Atualizado em 30/09/2021 16h24
Reprodução/Twitter/MTST Senhora segurando um cartaz escrito 'Rachadinha que virou mansão' em frente à mansão de Flávio Bolsonaro Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ocuparam a frente da mansão do senador Flávio Bolsonaro

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ocuparam a frente da mansão do senador Flávio Bolsonaro na manhã desta quinta-feira, 30. Segundo o MTST, o imóvel teria sido comprado com o dinheiro proveniente das “rachadinhas“, prática que consiste na devolução de parte do salário de assessores ao parlamentar. O senador é acusado de ter liderado o esquema enquanto era deputado estadual no Rio de Janeiro. A mansão alvo do protesto está localizada no Setor de Mansões Dom Bosco, uma das regiões mais valorizadas de Brasília.

O imóvel foi comprado por R$ 5,97 milhões. O preço da casa corresponde a cerca de quatro vezes o patrimônio declarado por Flávio durante a disputa eleitoral de 2018, quando se elegeu senador. Na ocasião, ele declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o patrimônio de R$ 1,74 milhão, incluindo dois imóveis e a franquia de lojas de chocolates da Kopenhagen. Além disso, atualmente recebe o salário de R$ 33.763. O parlamentar alega que a mansão foi comprada com a renda arrecadada através da venda de outras propriedades que possuía, sendo elas um imóvel residencial e a loja de chocolates.

De acordo com o movimento, o objetivo do ato é denunciar a fome, a alta nos preços e os escândalos de corrupção nos quais a família Bolsonaro está envolvida. “Foi mais um ato de uma jornada que se iniciou semana passada, com a ocupação simbólica do prédio da Bolsa de Valores em São Paulo. A ideia é fortalecer esse sentimento do povo, que tem enfrentado a fome, o desemprego e a pandemia com um governo que joga contra”, diz nota enviada à Jovem Pan. A organização contabilizou a presença de 300 famílias ligadas ao movimento.