Anvisa aprova pedido de importação de 2 milhões de doses da vacina de Oxford

Imunizante desenvolvido pela universidade de Oxford foi testado em milhares de brasileiros, mas ainda não recebeu aval para ser aplicado no país

  • Por Jovem Pan
  • 03/01/2021 07h31 - Atualizado em 03/01/2021 13h46
EFE/EPA/OXFORD UNIVERSITYVacina ainda não teve uso liberado no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou na noite desse sábado, 2, que aprovou a importação para o Brasil de duas milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca contra a Covid-19. O pedido foi feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira dos institutos de pesquisa, que realizaram os estudos com mais de 8.000 voluntários no país. Segundo nota da agência, as doses importadas para o Brasil foram fabricadas por uma das empresas participantes do consórcio Covaxx Facility: o Serum Institute of India PVT LTD. O Brasil faz parte da aliança global e já investiu R$ 2,5 bilhões para garantir que pelo menos 10% da população receba doses do imunizante.

Como a vacina ainda não teve aplicação aprovada no Brasil, as doses devem ficar sob tutela especial da Fiocruz, “em perfeitas condições de armazenamento, segurança e manutenção de qualidade”, para que sejam aplicadas no momento da sua liberação. As doses devem ser recebidas ainda no mês de janeiro. “Caso a vacina contra a Covid-19, objeto desta liberação de importação, não seja autorizada a ser usada nos termos da autorização emergencial ou registrada pela Anvisa ou o lote seja reprovado por Biomanguinhos ou INCQS, a Fiocruz deve executar os procedimentos de descarte e incineração da vacina, conforme os padrões normativos”, afirma trecho da nota. Até o momento, a vacina de Oxford teve aplicação aprovada no Reino Unido, na Argentina e a Índia. Segundo a Fiocruz, os documentos com pedido de uso emergencial no Brasil devem ser encaminhados à Anvisa até o dia 15 de janeiro.