Após determinação do STJ, Queiroz deixa condomínio para voltar ao regime fechado

Ele foi preso no dia 18 de junho na casa de Frederick Wassef, então advogado de Flávio Bolsonaro, em Atibaia

  • Por Jovem Pan
  • 14/08/2020 12h42 - Atualizado em 14/08/2020 12h42
DivulgaçãoQueiroz deixou o condomínio dentro de um carro do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ)

O ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz deixou o condomínio onde mora na Taquara, zona oeste do Rio de Janeiro, por volta de 11h10, para retornar ao sistema prisional. Ele e a mulher, Márcia Aguiar, cumpriam prisão domiciliar desde o mês passado beneficiados por habeas corpus concedido pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, mas a medida acabou revogada pelo ministro Félix Fischer, da mesma corte, nesta quinta-feira (13).

Queiroz deixou o condomínio dentro de um carro do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), que chegara minutos antes. Um carro com vidros escuros saiu logo atrás — não há ainda a confirmação de que Márcia estaria nele. Um advogado do casal, que saiu às pressas, limitou-se a dizer que “os dois estavam saindo”. Assessor parlamentar do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) à época em que ele era deputado estadual no Rio, Fabrício Queiroz é suspeito de coordenar um esquema de ‘rachadinhas‘ — apropriação de salários de funcionários — no gabinete de Flávio.

Ele foi preso no dia 18 de junho na casa de Frederick Wassef, então advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em Atibaia (SP). Sua mulher, Márcia Aguiar, também era alvo de mandado de prisão, mas ficou foragida até ser beneficiada pela decisão dada por Noronha no dia 9 de julho, garantindo prisão domiciliar ao casal. Na decisão em que derrubou a domiciliar de Márcia e Queiroz, o ministro Félix Fischer alegou questões processuais. No despacho de 39 páginas o ministro também apontou que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não chegou a examinar o pedido de liberdade e os laudos médicos de Queiroz. Ou seja, o caso deveria ser resolvido primeiramente numa instância inferior, antes de chegar à Corte superior.