Assassino de juíza no Rio tem prisão preventiva decretada

Paulo José Arronenzi foi preso em flagrante após esfaquear a ex-mulher, Viviane Arronenzi, na frente das filhas na véspera de Natal

  • Por Jovem Pan
  • 25/12/2020 20h00 - Atualizado em 27/12/2020 18h10
Divulgação/TJRJ/Agência BrasilMulher foi assassinada pelo ex-marido na frente das filhas

A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do engenheiro Paulo José Arronenzi, de 52 anos, acusado do assassinato da ex-mulher, a juíza Viviane Arronenzi, na tarde desta quinta-feira, 24, na presença das três filhas do casal. A audiência de custódia terminou na tarde desta sexta-feira, 25. A decisão é da  juíza Monique Brandão. Paulo Arronenzi já está na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte do Rio, entrada dos presos no sistema penitenciário. Depois de uma triagem, o réu será encaminhado a um presídio do Estado, onde ficará à disposição da Justiça e aguardando julgamento.

O corpo da juíza será cremado neste sábado, 26, às 10h30, em cerimônia no Crematório e Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, zona portuária do Rio. A magistrada foi morta a facadas na avenida Raquel de Queiroz, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Segundo informações da Polícia Civil, o Paulo foi preso em flagrante e autuado pelo crime de feminicídio. Ela chegou a pedir medida protetiva contra o ex-marido, mas depois retirou o pedido. A escolta era feita pela segurança do Tribunal de Justiça.

A magistrada foi morta a facadas na avenida Raquel de Queiroz, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Segundo informações da Polícia Civil, o Paulo foi preso em flagrante e autuado pelo crime de feminicídio. A magistrada tinha 45 anos e integrava o sistema judiciário carioca há 15 anos. Atualmente, ela trabalhava na 24ª Vara Cível da Capital. Antes, autuou na 16ª Vara de Fazenda Pública. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento que o homem desfere golpes contra a vítima enquanto as filhas ao redor pedem para que ele pare. O crime está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

*Com Agência Brasil