AstraZeneca e Fiocruz firmam acordo para a produção de 60 milhões de vacinas em 2022

Investimento do Ministério da Saúde passará dos U$ 300 milhões; doses devem ser entregues no primeiro semestre do próximo ano

  • Por Jovem Pan
  • 28/10/2021 15h54
EFE/Mast Irham/ArchivoFiocruz está produzindo IFA nacional para a fabricação de mais 60 milhões no primeiro semestre de 2022

A AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmaram nesta quarta-feira, 28, um novo acordo para a produção de 60 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 da farmacêutica para 2022. O termo para a compra de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) foi assinado na sede da AstraZeneca, em Cambridge, no Reino Unido. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estava presente durante a assinatura do compromisso. O investimento da pasta passará dos U$ 300 milhões, o correspondente a R$ 1,6 bilhão. “Nós temos na Fundação Oswaldo Cruz, por sua tradição centenária, um bom exemplo do que podemos seguir adiante. A encomenda tecnológica realizada pelo Ministério da Saúde e executada pela Astrazeneca e Fiocruz fez com que o Brasil tivesse vacinas muito eficazes, seguras, efetivas e custo efetivas. A vacina da Fiocruz foi o principal imunizante utilizado no ano de 2021 e, agora, em 2022, nós vamos repetir a aposta”, afirmou Queiroga.

Além da importação de matéria-prima, a Fiocruz planeja produzir IFA suficiente para a produção de 60 milhões de doses no primeiro semestre de 2022. Segundo o Ministério da Saúde, as vacinas darão ao Sistema Único de Saúde (SUS) a capacidade de continuar com a Campanha de Vacinação contra a Covid-19 com as doses necessárias em todos os cenários prováveis. Entre as conjecturas consideradas no planejamento da pasta, o ministério prevê aplicar mais duas doses na população acima de 60 anos, com intervalo de seis meses. Além disso, considera-se administrar mais uma dose de reforço na população até 59 anos; e a possibilidade de ampliar o público-alvo da campanha. “Para que isso seja possível, a lógica da vacinação em 2022 deixará de seguir o critério de grupos prioritários para considerar a imunização por faixa etária decrescente”, acrescente a pasta.