Bolsonaro defende porte de armas ao falar de caso Lázaro: ‘Não durmo sem uma do meu lado’

Presidente falou sobre buscas da polícia pelo autor de crimes no centro-oeste do Brasil e alegou que ‘arma é vida’

  • Por Jovem Pan
  • 17/06/2021 20h49 - Atualizado em 17/06/2021 21h01
WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOBolsonaro se pronunciou sobre assunto em transmissão nas redes

Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira, 17, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre as buscas da polícia do Distrito Federal e de Goiás pelo criminoso Lázaro Barbosa, foragido por assassinar uma família e cometer uma série de crimes na área rural do estado do centro-oeste. Ao lado do deputado Major Vitor Hugo, o presidente citou decretos e portarias liberadas por ele para dar mais meios para que as pessoas possam comprar os próprios armamentos e lembrou que uma das famílias que seria vítima do “serial killer” se defendeu com um revólver calibre 12. “Pessoal, a bandidola está armada, você não tem paz nem dentro de casa. Se bem que caiu bastante o número de homicídios dentro do nosso governo. Agora, eu não consigo dormir, sempre, apesar da segurança enorme que tem aqui, eu não consigo dormir sem ter uma arma do meu lado. E outra coisa: quem não quer ter arma é só não comprar, não tem problema nenhum”, afirmou o presidente. Bolsonaro disse que “arma é vida”, lembrou de um decreto assinado pelo republicano Greg Abbott, governador do Texas, que permite o porte de armas sem necessidade de licença no Estado norte-americano, e ressaltou que as pessoas são responsáveis pelas mortes, e não os armamentos.

Passaporte sanitário

Bolsonaro falou mais uma vez que vetaria o “passaporte sanitário” caso a proposta chegasse à mesa dele, informação dada com exclusividade pela Jovem Pan na última segunda-feira, 24, e citou como exemplo dos malefícios causados pela aprovação da medida uma possível demissão por justa causa de um trabalhador que escolheu não se vacinar. “Nosso propósito é, caso passe na Câmara, vetar isso aí. Nós primamos pela liberdade, você não pode obrigar uma pessoa a tomar a vacina”, afirmou. O Major Vitor Hugo, líder do Partido Social Liberal (PSL) na Câmara, destacou que o partido tem 53 deputados e disse que todos eles devem votar contra o projeto aprovado no Senado na Casa legislativa.

“Nossa bancada prima pela liberdade, o governo está fazendo todos os esforços para conseguir vacinas. É uma opção de cada um”, pontuou o parlamentar. Vitor Hugo afirmou, ainda, que mudaria de legenda caso Jair Bolsonaro anunciasse um novo partido, algo que deve ocorrer com outros deputados do PSL na “janela de transição” em 2022. Sem citar nomes, Bolsonaro declarou que tem negociações adiantadas com um partido pequeno, com tempo baixo de propaganda eleitoral. Ele ainda não disse se vai concorrer à reeleição para presidência, mas recebeu o convite para elencar o quadro do Patriota, partido que recebeu o senador Flávio Bolsonaro no final de maio.