Bolsonaro diz que se reuniu com ministro para debater formas de diminuir preços de combustíveis

Com preço da gasolina em alta, presidente afirma buscar formas de reduzir valor para os consumidores

  • Por Jovem Pan
  • 27/09/2021 16h06 - Atualizado em 27/09/2021 18h13
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDOBolsonaro completou mil dias como presidente nesta segunda, 27

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que se reuniu com Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, para debater formas de diminuir o preço do litro de gasolina e outros combustíveis ‘na ponta da linha’, ou seja, para os consumidores finais. “Hoje estive com o ministro Bento, conversando sobre a nossa Petrobras, o que podemos fazer para melhorar, diminuir o preço na ponta da linha. Onde está a responsabilidade? Eu usei muito nos últimos dias uma outra passagem bíblica: por falta de conhecimento meu povo pereceu. Nós temos que ter conhecimento do que está acontecendo antes de culpar quem quer que seja”, disse Bolsonaro durante evento que marcou os mil dias de seu governo.

A política de preços da Petrobras leva em conta o preço do barril no mercado internacional e as variações do dólar em relação ao real, além de impostos federais e estaduais. Com o preço dos barris subindo e o dólar se valorizando no câmbio, os combustíveis originados do petróleo ficaram mais caros e o litro de gasolina chega a custar R$ 7 em alguns Estados brasileiros. Bolsonaro já demonstrou incômodo com esta política de preços anteriormente e hoje voltou a ressaltar que busca um valor menor. “Temos muitos obstáculos. São intransponíveis? Não, mas depende do entendimento de cada um. Alguém acha que eu não queria a gasolina a R$ 4 ou menos? O dólar a R$ 4,50 ou menos? Não é maldade da nossa parte, é uma realidade. E tem um ditado que diz ‘nada não está tão ruim que não possa piorar’. Nós não queremos isso porque temos um coração aberto”, afirmou.

Bolsonaro também defendeu a atitude de trocar o presidente da Petrobras em fevereiro de 2021, quando substituiu Roberto Castello Branco pelo general Joaquim Silva e Luna. O ato foi visto como uma tentativa de interferência na gestão da estatal. “Alguns acham que eu tenho o poder de decidir as coisas dentro da Petrobras. Nos Estados Unidos ninguém culpa o governo pelo que acontece nos combustíveis. Aqui o grande acionista [da Petrobras] é o governo federal, mas temos normas, temos regras, tem a lei de paridade e tantas e tantas outras coisas. Quando eu resolvi mudar o presidente da Petrobras a mesma perdeu dezenas de bilhões de reais e me acusaram de interferir. É um direito meu”, destacou. Apesar da troca de presidentes, a política de preços da estatal foi mantida.