Bombeiro teria cancelado atendimento do Samu em Paraisópolis alegando assistência da PM

De acordo com informações do SP1, da TV Globo, uma jovem que estava no baile funk ligou para o Samu por volta das 4h20 do domingo (1º)

  • Por Jovem Pan
  • 03/12/2019 15h29
HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDOVista aérea da favela de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo.

Um soldado do Corpo de Bombeiros teria cancelado o único pedido de socorro feito ao Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu) durante a ação policial que terminou com nove mortos por pisoteamento durante baile funk em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. A informação é do SP1, da TV Globo.

Segundo as informações obtidas pelo telejornal, a solicitação aconteceu por volta das 4h20 do domingo (1º). Uma jovem que não se identificou pediu socorro alegando que ela e um amigo teriam sido agredidos por policiais e que uma bomba lhe causou ferimentos nas pernas e estourou o olho do rapaz.

Ela ainda relatou violência sexual e informou que havia outras vítimas no local. Cerca de dois minutos após a comunicação da ocorrência, o pedido foi transferido para outra viatura do Samu; às 4h29, a solicitação foi classificada como “alta emergência”. O socorro ainda foi transferido para outra unidade. Às 4h47, um soldado do Corpo de Bombeiros cancelou a solicitação dizendo que a PM já havia socorrido as vítimas.

A ação terminou com nove mortes – oito homens e duas mulheres -, além de duas pessoas feridas. A PM alega que dois suspeitos em uma moto atiraram contra policiais que estavam nas imediações do baile da DZ7 e, na sequência, teriam se infiltrado na multidão que estava no baile funk.

Os policiais que atuaram no caso foram afastados dos trabalhos nas ruas e prestam serviço administrativo enquanto as investigações seguem no DHPP e na Corregedoria da PM.

Imagens que circulam na internet mostram policiais agredindo jovens com chutes e socos – de acordo com a PM, os vídeos serão analisados “com o máximo rigor” ao longo da investigação. Os jovens mortos foram encontrado em um viela próxima ao local do baile.