Brasil bate recorde de casos de Covid-19 pelo segundo dia seguido e tem mais de 600 mortes pela primeira vez desde outubro

País registrou 228 mil infecções nesta quinta-feira, com média de 168 mil testes positivos nos últimos sete dias; Marcelo Queiroga afirmou que a variante Ômicron pressiona o sistema de saúde

  • Por Jovem Pan
  • 27/01/2022 20h28 - Atualizado em 27/01/2022 21h28
DEIVIDI CORREA/ESTADÃO CONTEÚDO - 09/04/2021 Profissionais cuidam de paciente infectado pelo coronavírus Seis Estados e o Distrito Federal têm taxa de ocupação de leitos acima de 80%

O avanço da variante Ômicron segue aumentando o número de infecções por Covid-19 no país e, consequentemente, sobrecarregando os hospitais. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o país bateu o recorde de casos pelo segundo dia seguido: foram 228.954 nesta quinta-feira, 27, 4.387 a mais do que no dia anterior. A média móvel de casos nos últimos sete dias também é a maior da pandemia: 168.154. Também causa bastante preocupação o aumento do número de mortes. Pela primeira vez desde 8 de outubro de 2021, o Brasil teve um dia com mais de 600 mortes (672 ao todo). A média de óbitos chegou a 411 e apresentou tendência de queda após uma expressiva curva descendente que se desenhava desde abril do ano passado.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, expressou sua preocupação com a pressão da variante Ômicron sobre o sistema de saúde em reunião com os secretários da Saúde nesta quinta. “A Ômicron rapidamente se disseminou no mundo inteiro e não deve ser menosprezada, apesar de sabermos que alguns casos são menos complexos do que os causados por outras variantes”, disse. De acordo com o último boletim divulgado pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), seis Estados (Pernambuco, Espírito Santo, Goiás, Piauí, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul) e o Distrito Federal têm mais de 80% dos leitos de UTI ocupados. A situação mais preocupante é do DF, com 98% de ocupação.

Gráficos do Conass mostram o crescimento na média de casos e uma leve curva ascendente na média de mortes