Brasil registra 224 mil novos casos de Covid-19 e volta a bater recorde na pandemia

Maior marca havia sido registrada na última quarta-feira, 19, com 204 mil infecções; aumento do número de mortes e lotação das UTIs também causam preocupação

  • Por Jovem Pan
  • 26/01/2022 22h17 - Atualizado em 26/01/2022 22h40
EFE/EPA/ATEF SAFADI pessoa sendo testada para covid-19 Variante Ômicron é a principal fonte das novas infecções no Brasil

O Brasil quebrou o recorde de novos casos da pandemia de Covid-19 mais uma vez nesta quarta-feira, 26: foram registradas 224.567 infecções em 24 horas, de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). O número supera a marca anterior, de 204 mil, ocorrida na última quarta, 19. A média móvel de novos casos nos últimos sete dias ficou em 159.877, também a maior marca desde que o coronavírus chegou ao Brasil. As mortes apresentaram mais um aumento preocupante nas últimas 24 horas e chegaram a 570, seguindo em uma trajetória ascendente. A média móvel de novos óbitos nos últimos sete dias é de 365. No total, o Brasil teve 24.535.884 casos de Covid-19 detectados desde o início da pandemia e 624.413 mortes.

A situação é reflexo do espalhamento avançado da variante Ômicron, cepa mais transmissível que chegou ao país em dezembro e tem capacidade de driblar a imunidade prévia, seja a das vacinas ou de infecções anteriores. Outro dado preocupante vem dos hospitais: a ocupação de leitos de UTI por Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) voltou a subir no Brasil. De acordo com nota técnica divulgada pela Fiocruz, seis Estados registraram alerta crítico, com mais de 80% de ocupação: Pernambuco, Espírito Santo, Goiás, Piauí, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul. Já o Distrito Federal tem 98% dos leitos ocupados. Outras 12 regiões tiveram aumento nos indicadores e entraram na zona de alerta intermediária, com mais 60% a 80% de ocupação – incluindo o Rio de Janeiro (62%) e São Paulo (66%). Os pesquisadores da Fiocruz afirmam que a situação está piorando, embora o avanço da vacinação ajude a desenhar um quadro diferente do de outros momentos mais críticos da pandemia.