Carlos Bolsonaro sobre posts: ‘Me sinto culpado de vez em quando’

  • Por Jovem Pan
  • 14/03/2019 09h25
Estadão ConteúdoO vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou, em rara entrevista, que às vezes se sente "Culpado" e "aliviado" com sua atuação nas redes sociais

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou, em rara entrevista, que às vezes se sente “Culpado” e “aliviado” com sua atuação nas redes sociais. “A cada 20 pancadas que recebemos, de vez em quanto responder uma, vale [risos]. Com o passar do tempo, as coisas amadurecem. Vou levando puxão de orelha do meu pai. Ele me dá bronca, meus amigos me dão bronca. Me sinto culpado de vez em quando, aliviado de vez em quando. Eu sempre procuro evoluir”, afirmou em conversa com a jornalista Leda Nagle, no canal dela no Youtube.

Ele disse não ver exagero na forma intempestiva como costuma debater nas plataformas, principalmente no Twitter. “Se você soubesse a quantidade de porrada que a gente toma… Pela quantidade de respostas que eu respondo, você acharia que sou um anjo”, disse.

Quando foi questionado sobre sua interferência em questões de governo, o filho “n° 2” do presidene Jair Bolsonaro afirmou que só pensa em defender o pai. “Não tem como as pessoas me separarem do meu pai. Sou filho dele e trabalhamos juntos há 18 anos. No dia que ele chegar e falar ‘filho, vai embora’, eu vou. Eu só quero defender meu pai. É lógico. Só quero levar adiante um plano que eu acredito”, disse ele.

Sobre o ex-ministro Gustavo Bebianno, Carlos disse que “essa pessoa não conversou sobre o assunto citado pelo jornal O Globo no dia citado. É só isso.”

O vereador se emocionou ao falar sobre a facada que Bolsonaro levou em setembro do ano passado, durante um ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. “Eu vi meu pai indo embora duas vezes, virando os olhos. Tem canalha que olha para a gente e fala que aquela facada foi fake. Entende a minha raiva? Não foi superficial.”

Ele também comentou que estava presente na primeira cirurgia do pai. “Vi tirarem dois litros de sangue, os órgãos para fora, e aí saí de dentro da sala. Eu estava em choque. Foi algo inacreditável.”

Carlos disse não acreditar que Adelio Bispo, que atacou Bolsonaro, tenha problemas mentais, como apontou perícia.

“Qualquer um que Adelio pudesse acertar, ele atingiria meu pai. Ele tinha consciência disso. Falar que ele é maluco? Eu não acredito nisso”, disse. “Ele tinha três celulares, pagou hotel antecipado, sabia da agenda do meu pai.”

O vereador reconheceu ter receio de jornalistas. Segundo ele, essa é uma classe que tem “um corporativismo gigantesco”. “Tenho receio [com jornalistas] porque sei que dentro da formação dos senhores [jornalistas], os senhores carregam consigo uma ideologia que às vezes ela é tomada de um seio ideológico que acaba contaminando a informação. Não acho isso agradável.”

Carlos ainda comentou a publicação de um vídeo obsceno por parte do pai no Twitter durante o carnaval, que mostrava um homem urinando na cabeça de outro durante um bloco em São Paulo. “Ele [Bolsonaro] foi claro. Não falou que ‘acontece no carnaval’. E sim ‘em muitos pontos do carnaval'”, justificou o vereador. “Ele tenta trazer essas informação para que elas sejam expostas. Chocantes ou não, é a realidade. Foi o sentimento que ele quis demonstrar e é a realidade”, afirmou ele na entrevista.

*Com informações do Estadão Conteúdo