CDHU demite servidor preso por suspeita de ataques a ônibus em SP
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) disse nesta quinta-feira (24), por meio de nota, que o servidor apontado pela polícia como um dos responsáveis pelos ataques a ônibus em São Paulo foi demitido. Edson Aparecido Campolongo, 68 anos, trabalhava como motorista da chefia de gabinete da CDHU e foi preso preventivamente na terça-feira (23).
“Assim que teve conhecimento da situação, o secretário enviou ofício à CDHU pedindo que as devidas providências fossem tomadas Advogados da empresa acompanharam o registro policial para colher os elementos necessários para a abertura da sindicância. Acompanhados os trabalhos policiais, com o indiciamento do acusado, e a consequente conversão de prisão preventiva pela Justiça, foi formalizada a demissão.”
Segundo a polícia, o funcionário público confessou ter praticado os atos de vandalismo com o carro oficial do órgão público, um Virtus Branco locado. O veículo da CDHU foi gravado próximo a diversas cenas de crimes, ainda de acordo com os investigadores
Investigadores do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Bernardo do Campo afirmaram que as apurações apontaram que o carro conduzido por ele estava sempre perto dos ataques. O veículo era destinado ao transporte do chefe de Gabinete do órgão estadual. A identificação foi feita por meio das imagens, horários e locais de circulação do carro dirigido pelo suspeito.
Ainda segundo a polícia, Campolongo confessou ter danificado 16 veículos somente no último dia 17 de julho, além de ter depredado um ônibus na Avenida Jorge João Saad, no Morumbi, no dia 15.
Em depoimento à polícia, Edson afirmou que cometeu os ataques porque queria “consertar o Brasil”. Conforme a polícia, não foram encontrados indícios de relações com lideranças políticas, sindicais ou com facções criminosas.
Com Campolongo, foram apreendidos um estilingue e pequenas esferas de metal, utilizados nos ataques, informa a SSP. Seu irmão, Sergio Campolongo, também suspeito de participar dos atos de vandalismo, foi preso nesta quarta-feira, depois de se entregar à polícia. Ele já tinha a prisão preventiva decretada.
Até o momento, as investigações apontam que ele não mirava empresas específicas e que os ataques eram aleatórios. As ações dos irmãos se concentraram nas cidades de São Bernardo do Campo e também na cidade de Osasco, ambas na região metropolitana de São Paulo. A polícia ainda não atribui aos irmãos a totalidade de ataques, que já passam de 500 só na capital.
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A prisão dos suspeitos não elimina outras linhas de investigação, na visão dos investigadores. Entre as principais hipóteses continuam as disputas entre empresas insatisfeitas com mudanças em contratos de transporte coletivo na capital, a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e até desafios feitos na internet.
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*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Nátaly Tenório
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