Chega a doer ouvir Lula dizer que não tem influência no PT, diz Beto Richa

  • Por Jovem Pan
  • 11/05/2017 18h15
Ricardo Almeida/ANPr Beto Richa

Palco da Operação Lava Jato há mais de dois anos, Curitiba recebeu nesta quarta-feira (10) um dos depoimentos mais esperados: do ex-presidente Lula.

Para o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), não houve surpresa alguma na fala do petista. “Ele foi evasivo e falou na frente de Moro o que vem dizendo há tempos pela imprensa”, reforçou, em entrevista exclusiva ao Pan News da Jovem Pan.

O tucano ainda destacou que Lula chegou ao ponto de dizer que não tem influência no PT: “isso é o mais doído. Não só tem influência como manda no PT”.

A prova desta liderança, segundo o paranaense, é o fato de Lula ter trabalhado para que Dilma Rousseff o sucedesse na presidência, “que nunca disputou eleição nem para vereador”. “Ao meu ver, e se provou depois, ela não tinha qualificação para o exercício do mandato de presidência da república”, apontou Richa.

PSDB em 2018 e a “nova” política

No governo do Paraná desde 2011, Beto Richa contou que o PSDB realizou um jantar em Brasília com governadores, ministros, lideranças do Senado e da Câmara, e com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir a situação do partido, corrigir rumos e decidir posição sobre reformas do País.

Um nome para 2018, porém, ainda não está nas conversas, nem o seu futuro. “Do mal que afeta a política, a ansiedade, eu não sofro. Tudo tem seu momento adequado”, explicou.

O governador reforçou que o PSDB tem bons nomes para a disputa, como João Doria e Geraldo Alckmin – prefeito e governador de São Paulo, respectivamente –, e que é uma tranquilidade ter essas opções.

Doria, inclusive, foi citado por Richa como um dos exemplos da “nova” política, necessária com a mudança que ocorre no Brasil. 

“O PT institucionalizou a corrupção no País, e isso gera desgaste. É preciso entender que o Brasil mudou, que hoje se cobra uma postura ética, transparente, e um combate implacável à corrupção”, explicou.