Condenado por massacre em Madri será extraditado do Brasil nesta quinta-feira

Carlos García Juliá foi condenado a 193 anos de prisão por participar de um atentado terrorista em Madri, na década de 70. Atualmente, ele está preso na sede da PF em São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 04/02/2020 16h18 - Atualizado em 05/02/2020 08h11
ReproduçãoCarlos García Juliá deve ser extraditado do Brasil nesta quinta-feira (6)

Carlos García Juliá, condenado por participar de um atentado terrorista em Madri, na Espanha, em 1977, e que está preso no Brasil desde o ano passado, será extraditado nesta quinta-feira (6).

De acordo com o advogado de García Juliá, Daniel Mourad Majzoub, os detalhes do traslado e os horários do voo não serão divulgados por questões de segurança, mas a chegada à Espanha está prevista inicialmente para a próxima sexta (7).

O ex-integrante do grupo de extrema-direita Fuerza Nueva foi condenado no país europeu em 1980 como um dos autores do massacre em que foram assassinados três advogados trabalhistas, um estudante de direito e um funcionário administrativo na capital espanhola, em uma ação terrorista que tinha como alvo um líder do Partido Comunista local.

A extradição do extremista espanhol havia sido autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto de 2019 e dependia apenas da confirmação pelo governo brasileiro, o que ocorreu no início deste ano. A partir de então, o prazo para a extradição de García Juliá passou a ser de 60 dias.

García Juliá cumpriu 14 dos 193 anos de prisão aos que foi condenado em 1980 e estava foragido da justiça espanhola desde o início dos anos 90. Ele foi preso em dezembro de 2018 em São Paulo, onde vivia com identidade venezuelana falsa e trabalhava como motorista de Uber.

Antes de ser preso no Brasil, o espanhol, que tinha 24 anos quando cometeu a chacina, também viveu em outros países da América Latina, como Paraguai e Bolívia.

Depois que o paradeiro de García Juliá foi revelado, o Tribunal Nacional Espanhol solicitou a extradição com o fundamento de que a sentença que lhe foi imposta não estava prescrita e que ele ainda tinha 3.855 dias de prisão para cumprir.

O espanhol está atualmente preso na sede da Polícia Federal em São Paulo

*Com informações da EFE