Contra alta de preços dos combustíveis, caminhoneiros convocam greve para 25 de julho

Paralisação será por tempo indeterminado; ‘Política da Petrobras está em desacordo com a realidade econômica do país’, registrou entidade que representa o setor

  • Por Giullia Chechia Mazza
  • 18/06/2021 18h06 - Atualizado em 18/06/2021 18h32
Imagem: Reprodução/Agência BrasilCaminhoneiros protestam contra a alta no preço dos combustíveis na BR-040, próximo a Brasília, em 2018

Por meio de um comunicado divulgado nesta quinta-feira, 17, o Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) convocou todos os caminhoneiros para uma greve com início previsto em 25 de julho. Segundo a entidade, a paralisação contra a alta de preços dos combustíveis será por tempo indeterminado. O CNTRC justificou ainda que a ação é fruto das “tentativas de negociação frustradas” com a Petrobras. No último ano, a estatal anunciou uma série de reajustes que desencadearam a alta dos preços dos combustíveis. Comercializado a R$ 4,699 nos postos no último mês, o preço médio do diesel aumentou 45,12% em comparação a maio de 2020. A alta do diesel S-10 foi um pouco maior, de 45,48%. Os dados foram levantados pela empresa Ticket Log.

Em nota obtida pela Jovem Pan, a CNRTC registrou que a política de preços da Petrobras está “em desacordo com a realidade econômica nacional” já que se baseia “em moeda estrangeira e critérios não econômicos” para estipular valor do combustível nacional. Adotando o modelo “Preço de Paridade de Importação (PPI)”, a estatal leva em conta quatro elementos para definir os preços, sendo eles: variação internacional do barril de petróleo, cotação do dólar, custos de transporte e uma taxa adicional para evitar prejuízos. “Não só nós caminhoneiros, mas toda a população brasileira, está acompanhando a escalada dos preços dos combustíveis (gasolina, diesel e gás de cozinha) desde o início de 2021. Os reajustes foram promovidos pela estatal de petróleo Petrobras, sem qualquer justificativa plausível apresentada. Simplesmente aumentam os preços e nos apresentam a conta. Isso é uma prática abusiva, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor”, completou a entidade.