Em meio ao surto de coronavírus, manifestantes fazem ato em São Paulo
Mesmo com a recomendação dos órgãos públicos de saúde para evitar aglomerações, manifestantes se reuniram para ato pró-governo neste domingo (15) na Avenida Paulista, em São Paulo. Houve bandeiras do Brasil, faixas de apoio à Lava Jato e gritos de “Quem não tem medo de Comunavírus levanta a mão!”.
Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro postaram vídeos e fotos nas redes sociais, mostrando centenas de pessoas concentradas em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e também próximas às saídas de estações do Metrô.
Em um dos vídeos, os manifestantes gritam “viva a PM”, enquanto policiais militares se posicionam perto do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Manifestação cancelada
Em entrevista ao Morning Show, Tomé Abduch, porta-voz do movimento Nas Ruas, responsável pela organização dos atos, falou que “seria imprudente da parte de qualquer brasileiro colocar vidas em risco por conta de aglomerações”.
Entretanto, o posicionamento do grupo não impediu que diversos apoiadores mantivessem a ideia inicial e saíssem às ruas. Cidades como Brasília, Belém e Rio de Janeiro também registraram aglomerações.
Em Brasília, o presidente acompanhou as manifestações de carro e cumprimentou alguns participantes. No Twitter, apoiadores levantam a tag #BolsonaroDay, assunto mais comentado na rede social, e publicam vídeos dos movimentos pelo país.
O presidente da República chegou a sugerir que a população adiasse a manifestação em “dois ou três meses” por causa do avanço da propagação do novo coronavírus. Durante live realizada na quinta-feira (12), Bolsonaro, usando máscaras, afirmou que evitar aglomerações poderia ajudar.
Ainda em seu pronunciamento, o presidente disse que os os movimentos “demonstram amadurecimento da democracia e são expressões da nossa liberdade” e que o Congresso Nacional já entendeu o recado dos manifestantes.
Anteriormente, Jair Bolsonaro chegou a convidar a população para as manifestações definidas por ele como “pró-Brasil”. Para o chefe do Executivo, os atos não são contra o Congresso e servem para nortear as autoridades.
“É um movimento que quer mostrar para todos nós, presidente, Poder Executivo, Legislativo, que quem dá um Norte para o Brasil é a população, nós apenas conduzimos.”
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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