Corpo de miliciano Adriano da Nóbrega é exumado para detalhar circunstâncias da morte

Após pedido do Ministério Público da Bahia, cadáver vai ser submetido a novos exames periciais; ex-policial foi morto a tiros em fevereiro de 2020

  • Por Jovem Pan
  • 13/07/2021 15h10 - Atualizado em 13/07/2021 15h16
Divulgação / Polícia Civil O ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega, morto no dia 9 de fevereiro

Após pedido realizado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), o corpo do miliciano Adriano da Nóbrega foi exumado nesta segunda-feira, 12. O cadáver do ex-policial, morto a tiros em fevereiro de 2020, será submetido a novos exames periciais para detalhar as circunstâncias da morte. A partir das análises de imagem, vai ser possível compreender a trajetória das balas, descobrindo também, de forma precisa, a distância do atirador no momento em que efetuou os disparos contra o criminoso.

Na época da morte de Nóbrega, o inquérito da Polícia Civil da Bahia apontou que o miliciano foi atingido por dois disparos durante um confronto com policiais militares que tentavam capturá-lo em um sítio na cidade de Esplanada, localizada nas redondezas de Salvador. Além disso, a Secretaria de Segurança Pública concluiu que o corpo do ex-policial não possuia qualquer indício de execução ou tortura no corpo. Apontado como chefe de uma milícia no Rio de Janeiro, Adriano era suspeito de envolvimento nas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, assassinado a tiros em março de 2018. Também citado na investigação que apura possíveis “rachadinhas” envolvendo o atual senador Flávio Bolsonaro (Patriota), o miliciano e sua mãe, Raimunda Veras, trabalharam para o então deputado Flávio em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).