Covas confirma 1ª morte na fila de espera por leito em SP: ‘Sistema colapsando’

Prefeito também afirmou que o município estuda antecipar feriados para aumentar a taxa de isolamento social na capital; segundo ele, só assim será possível diminuir a quantidade de casos e internações

  • Por Jovem Pan
  • 18/03/2021 11h14 - Atualizado em 18/03/2021 14h25
ROGÉRIO GALASSE/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 08/02/2021O prefeito Bruno Covas anunciará novas medidas para conter o avanço da pandemia do coronavírus nesta quinta

O prefeito Bruno Covas (PSDB) confirmou nesta quinta-feira, 18, a primeira morte na cidade de São Paulo por falta de leitos para o atendimento do paciente. Segundo o último boletim da Secretaria de Saúde do Município, a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na quarta-feira, 17, era de 88%. Para leitos de enfermaria, o índice era de 77%. “Infelizmente, nós tivemos o primeiro caso, na Zona Leste de São Paulo, de uma pessoa que faleceu sem conseguir atendimento aqui na cidade. Infelizmente a gente vê colapsando o sistema de saúde”, informou o prefeito. A Prefeitura dará mais informações sobre o caso durante coletiva de imprensa nesta quinta. Covas também deverá anunciar novas medidas para conter o avanço da pandemia na capital.

“Se continuar o crescimento dessa curva, só vamos ver ampliar esses casos de pessoas que não conseguem leitos de UTI. Só ontem, eram 395 pessoas aguardando leitos. Um momento triste, difícil”, disse Covas em entrevista à GloboNews. O prefeito também contou que a Prefeitura de São Paulo estuda a antecipação dos feriados para aumentar a taxa de isolamento social na capital.”Se a gente tiver 15 dias em que as pessoas consigam voltar aos índices de isolamento do início da pandemia, a gente já consegue uma melhora na quantidade de casos e internações. Precisamos desse prazo de 15 dias que os especialistas da vigilância apontaram para conseguir colocar a curva para baixo e atender todo mundo na cidade”, explicou. Em 2020, Covas antecipou os feriados de Corpus Christi e do Dia da Consciência Negra. O prefeito afirmou também que a implantação de um lockdown é inviável na cidade. “No município é inviável decretar lockdown. A gente tem 1.000 guardas da GCM (Guarda Civil Metropolitana). É inviável fiscalizar se as pessoas estão saindo de casa com mil guardas”, finalizou.