Covid-19: Ministério da Saúde orienta aplicação de segunda dose das vacinas mesmo fora do prazo

‘É improvável que intervalos aumentados entre os imunizantes reduzam a eficácia do esquema vacinal’, registrou a pasta; 1,5 milhão de brasileiros não recebeu a última dose dentro do período recomendado

  • Por Giullia Chechia Mazza
  • 27/04/2021 14h48 - Atualizado em 27/04/2021 14h52
EFE/EPA/JUNG YEON-JEAtualmente, duas vacinas são distribuídas no PNI, a CoronaVac e a AstraZeneca

Em nota técnica divulgada pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) nesta segunda-feira, 26, o Ministério da Saúde orienta que a segunda dose das vacinas contra a Covid-19 devem ser aplicadas mesmo fora dos prazos recomendados pelas fabricantes. “É improvável que intervalos aumentados entre as doses das vacinas contra a Covid-19 ocasionem a redução na eficácia do esquema vacinal. No entanto, atrasos em relação ao intervalo máximo recomendado para cada vacina devem ser evitados uma vez que não se pode assegurar a devida proteção do indivíduo até a aplicação da segunda dose. Observa-se que, ainda que ocorram atrasos no esquema vacinal, o mesmo deverá ser completado com a administração da segunda dose o mais rápido possível”, registrou a nota recebida pela Jovem Pan.

Atualmente, duas vacinas são distribuídas no PNI, a CoronaVac e a AstraZeneca. De acordo com seus fabricantes, os atrasos na aplicação da segunda dose devem ser evitados. O Instituto Butantan e a chinesa Sinovac orientam que a CoronaVac seja administrada com o intervalo de quatro semanas entre a primeira e a segunda dose. Para a vacina produzida pela Fiocruz em parceria com a AstraZeneca, a recomendação é de doze semanas de intervalo entre as duas doses. O levantamento do Ministério da Saúde aponta que 1,5 milhão de brasileiros não voltou a receber a última dose dos imunizantes no prazo recomendado. Até esta segunda-feira, 29.596.116 pessoas foram vacinadas com a primeira dose no Brasil. Destas, apenas 13.180.528 também receberam a segunda dose.