Defesa Civil mantém alerta para risco de inundações no RS

Quase 3 mil pessoas ficaram desalojadas por causa das fortes chuvas que atingem o estado

  • Por Jovem Pan
  • 09/07/2020 15h29 - Atualizado em 09/07/2020 15h29
GUSTAVO AGUIRRE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDOCidades do Rio Grande do Sul podem sofrer inundações pelas fortes chuvas

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou alerta nesta quinta-feira (9) para o risco de inundações causadas pelas chuvas que atingem cidades da região. Os municípios que mais correm riscos são Alvorada, Cachoeirinha, Campo Bom, Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, São Leopoldo e Sapucaia do Sul, além da capital Porto Alegre. O perigo decorre do volume de chuvas na área, ainda que, segundo a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, o avanço de uma nova massa de ar seco polar esteja contribuindo para diminuir a intensidade da precipitação pluviométrica, ao mesmo tempo em que derruba as temperaturas, e o sol tenha voltado a aparecer em boa parte do estado.

As chuvas dos últimos dias vieram na esteira da passagem de mais um ciclone extratropical pela Região Sul, o segundo em pouco mais de uma semana. Embora menos intenso que o chamado ciclone bomba do último dia 30, o desta semana também causou estragos, afetou milhares de famílias e matou ao menos uma pessoa. De acordo com levantamento que a Defesa Civil gaúcha divulgou nesta manhã, ao menos 2.972 pessoas foram desalojadas, ou seja, tiveram que deixar suas casas temporariamente, mas não precisaram ser levadas para abrigos por terem para onde ir. Outras 1.175 desabrigadas tiveram que ser acolhidas em abrigos.

Só em São Sebastião do Caí, município de 25 mil habitantes da Região Metropolitana de Porto Alegre, 1.700 pessoas foram desalojadas e 160 estão em dois abrigos municipais. Após terem superado a marca de 14,4 metros, transbordado e alagado áreas ribeirinhas, as águas do Rio Caí começaram a baixar esta manhã. Segundo a prefeitura, às 8h de hoje, o nível do rio já estava em 13,50 metros e o sol brilhava sobre a cidade.

Em Lajeado, a cerca de 110 quilômetros de Porto Alegre, há, segundo a Defesa Civil, 400 pessoas desalojadas e 300 desabrigadas. Prefeitura e entidades de assistência estão recebendo donativos (principalmente colchões, fraldas e roupas infantis) para ajudar as vítimas da cheia do Rio Taquari, que, antes de voltar a baixar, atingiu a marca de 27,39 metros no início desta madrugada. De acordo com a prefeitura, o estado de atenção é decretado quando o nível do rio chega a 15 metros, e as primeiras residências próximas são atingidas tão logo a água atinge os 19,8 metros. Devido à falta de energia elétrica e de acesso a internet, a prefeitura teve que suspender o atendimento presencial à população de parte dos seus serviços. De acordo com o Poder Executivo municipal, esta é a maior enchente em Lajeado em décadas.

Um homem, Geisson Máximo Vitz, morreu em Caxias do Sul, na serra gaúcha, na última terça-feira (7), por conta das chuvas. A casa onde ele morava, no bairro Mariani, foi atingida por duas grandes pedras que se soltaram e afetaram a residência. A esposa e o filho de Vitz estavam na casa no momento do acidente, mas escaparam com vida. Segundo a Defesa Civil estadual, ainda há risco de deslizamentos em ao menos dez bairros de Caxias do Sul.

*Com Agência Brasil