Doria justifica viagem para Miami e diz que iria ‘descansar’ e dar palestras

Governador de São Paulo viajou nesta quarta-feira de manhã para os EUA de férias, mas precisou cancelar o recesso depois que o vice, Rodrigo Garcia, testou positivo para a Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 23/12/2020 20h17 - Atualizado em 23/12/2020 20h25
Governo do Estado de São PauloPolítico não participou de coletiva sobre a CoronaVac

As férias do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), causaram controversa e críticas de opositores. Nesta quarta-feira, 23, o político anunciou um recesso de 10 dias e foi viajar com a esposa para Miami, nos Estados Unidos. Porém, o anúncio de que o vice-governador, Rodrigo Garcia, testou positivo para a Covid-19 fez Doria cancelar as férias e retomar seu posto. Por meio de sua assessoria, o governador afirmou que só tiraria alguns dias depois “de um ano de trabalho ininterrupto” e que pagou as contas com seu próprio dinheiro. “O governador de São Paulo João Doria licenciou-se por 10 dias depois de um ano de trabalho ininterrupto. Comprou com dinheiro próprio sua passagem e viajou para os Estados Unidos, em avião de carreira, onde chegou esta manhã”, diz a nota.

O documento ainda ressalta que Doria faria algumas palestras sobre ‘oportunidades de investimento para a cidade’. “Iria descansar com sua esposa e dar duas palestras sobre oportunidades de investimentos no Estado e o Plano de Retomada Econômica de São Paulo. Uma das conferências, no World Trade Center-Florida e a outra na Brazilian-Florida Chamber of Commerce, dias 28 e 29 de dezembro. Diante da notícia desta manhã de que o vice-governador Rodrigo Garcia havia se contaminado com a Covid-19, Doria imediatamente decidiu voltar a São Paulo, onde chega amanhã de manhã.”

Resultados da CoronaVac adiados

Sem a presença de João Doria, o governo de São Paulo afirmou nesta quarta-feira, 23, que a fase 3 dos testes da CoronaVac, imunizante produzido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, atingiu o nível de eficácia exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aprovação emergencial. Os resultados, no entanto, só devem ser apresentados daqui 15 dias. Segundo o diretor do Butantan, Dimas Covas, a farmacêutica pediu que o parceiro brasileiro encaminhasse os dados para que eles sejam computados e apresentados de forma conjunta com testes realizados em outros países. “Vamos, em princípio, respeitar essa data, mas acreditamos piamente que será adiantada. Não tenho dúvidas que nesse momento estamos falando de uma vacina mundial. A Sinovac tem compromisso com vários países, além do Butantan, e a apresentação desses dados pode servir para apresentação do registro em outros países”, afirmou. Apesar do hiato, os representantes do governo paulista afirmaram que o cronograma para início da vacinação em 25 de janeiro está mantido.