Doria não descarta adotar fase ainda mais restritiva do que a emergencial em São Paulo
O governador do Estado de São Paulo, João Doria, afirmou que ‘não hesitará em adotar todas as medidas que forem necessárias para a proteção da população em São Paulo‘ em combate ao novo coronavírus. A declaração foi feita durante o envio do maior lote da CoronaVac diretamente do Instituto Butantan para o Ministério da Saúde, com mais de 3 milhões de doses a serem integradas ao Plano Nacional de Imunização (PNI). Doria comentou sobre o início da fase emergencial nesta segunda-feira, 15, que vai até o dia 30 de março e não descartou medidas ainda mais rígidas contra a Covid-19.
“Nós precisamos que a população compreenda a necessidade de obedecer e seguir a orientação do governo de São Paulo, através dos médicos que acompanham o centro de contingência da Covid-19 para se protegerem, ficarem em casa, compreenderem a importância de respeitar esse período de 15 dias da chamada fase emergencial para que não tenhamos de adotar uma fase ainda mais dura e mais restritiva se não tivermos um recrudescimento do índice de infecção e, principalmente, de ocupação de leitos primários e especialmente de leitos de UTI aqui nos hospitais no Estado de SP”, afirmou o governador. Segundo o secretário estadual de saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, o Estado precisa abrir 150 leitos de UTI por dia para conseguir conter o avanço da doença, o que é praticamente impossível de ser feito. Por isso, o endurecimento das medidas não é descartado.
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Na próxima quarta-feira, 17, mais um lote da CoronaVac será enviado ao Ministério da Saúde, com mais 2 milhões de doses, totalizando 5 milhões. Junto com o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, Doria relembrou que o contrato com o Ministério da Saúde é de 46 milhões de doses até o fim de abril, mais 54 milhões até o fim de agosto. O governador também adiantou que já firmou contrato de mais 30 milhões de doses com o Butantan exclusivamente para São Paulo. O lote começará a ser produzido em setembro, depois que o instituto terminar as 100 milhões de doses já comprometidas ao Ministério da Saúde. Doria ainda disse que está em busca de outras farmacêuticas e que está quase fechando contrato com uma delas para produzir vacinas só para São Paulo, mas que não vai revelar o nome até que o contrato esteja fechado.
*Com informações da repórter Beatriz Manfredini
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