Doria reserva 12 milhões de doses da CoronaVac para crianças e diz que Butantan enviará à Anvisa novo pedido de liberação

Em solicitação anterior, a agência sanitária deliberou que os dados apresentados pelo instituto não eram suficientes para comprovar a segurança do imunizante na população infantil

  • Por Jovem Pan
  • 08/12/2021 13h18 - Atualizado em 08/12/2021 15h31
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOJoão Doria diz que novo pedido contará com dados complementares enviador pela Sinovac

O governador João Doria (PSDB) informou nesta quarta-feira, 8, durante coletiva de imprensa, que o Estado São Paulo reservou um quantitativo de 12 milhões de doses CoronaVac para aplicação em crianças de 3 a 11 anos. O uso do imunizante nesta faixa etária, porém, não foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por esse motivo, segundo o governador, o Instituto Butantan enviará novo pedido de uso emergencial da vacina para crianças de 3 a 11 anos à Anvisa. “O Butantan fará o encaminhamento à Anvisa de nova solicitação para a aplicação da CoronaVac, da vacina que já foi aplicada em 110 milhões de braços. Lembrando que o primeiro pedido foi protocolado em agosto deste ano e, agora, um segundo pedido, acompanhado pelos estudos da Sinovac“, disse Doria.

Em 30 de julho deste ano, o Butantan havia solicitado à agência o uso da vacina em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. Em 18 de agosto, a diretoria colegiada da Anvisa rejeitou, por unanimidade, o pedido, alegando que os dados apresentados pelo instituto não eram suficientes para estabelecer um perfil de segurança confiável do imunizante na população infantil. “Estamos preparando um segundo dossiê para a Anvisa solicitando essa autorização e esperamos que isso, dessa vez, seja atendido. Esperamos que a Anvisa nos atenda nesse pleito, que é um pleito necessário ao Brasil”, afirmou o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, que voltou a criticar a decisão do Ministério da Saúde de não fechar um novo contrato de compra de doses da CoronaVac. “Com relação à negativa do ministério em comprar essas vacinas, eu tenho declarado que isso é um grande erro. O Ministério da Saúde erra mais uma vez. O ministro negacionista responsável pelo Ministério da Saúde usa argumentos que não são válidos para desqualificar essa vacina e, por tanto, mais um erro”, argumentou.