Em Manaus, Paulo Guedes defende criação de ‘bolsa mundial de oxigênio’

Ministro disse que o governo quer cidade como a capital mundial da biodiversidade

  • Por Jovem Pan
  • 25/07/2019 15h35
Fátima Meira/Estadão ConteúdoChefe da Economia participou da reunião do Conselho de Administração da Zona Franca de Manaus nesta quinta (25)

Em visita a Manaus com o presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (25), o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu que o Brasil negocie, nos acordos comerciais, o direito de propriedade do oxigênio da Amazônia.

“Queremos saber se os americanos reconhecem direito de propriedade de oxigênio. Nós produzimos oxigênio para o mundo”, disse o ministro, que defendeu a criação, em Manaus, de uma “bolsa mundial de oxigênio”.

Na reunião do Conselho de Administração da Zona Franca de Manaus, Guedes acabou fazendo uma espécie de desafio para a região: “Tendo toda essa riqueza, vamos viver só de diferenças de impostos (incentivos tributários da Zona Franca)?”. O ministro disse ainda que cabe discutir alternativas para o desenvolvimento futuro na região, mas não se pode derrubar a floresta.

Capital da biodiversidade

Guedes afirmou que o governo quer que Manaus seja a capital mundial da biodiversidade. Ele destacou que o superintendente da Zona Franca, coronel Alfredo Menezes, foi a única pessoa indicada pelo presidente Jair Bolsonaro para o Ministério da Economia durante a formação de governo.

“Isso mostra compromisso com a região”, afirmou em discurso. Ele disse que é preciso imaginar um futuro ainda mais grandioso para a região amazônica, que possui “coisas” que ninguém tem no planeta.

“Com inteligência, podemos criar riquezas com preservação da Amazônia. Há coisas aqui que ninguém tem mais condições de fazer”, disse. Para ele, há uma subexploração dos recursos por falta de direito de propriedade.

O ministro prometeu atenção do governo não só ao Norte, mas a todas as regiões. “Tenham certeza, nós vamos preservar a força das regiões brasileiras”, afirmou. Ele agradeceu também o apoio dos parlamentares das bancadas do Norte na votação das reformas no Congresso.

Com Estadão Conteúdo