Em pronunciamento, Pazuello diz que vacinação contra a Covid-19 começa ainda em janeiro

Ministro afirmou que governo tem agulhas e seringas suficientes para iniciar a imunização, e que já estão asseguradas 354 milhões de doses para 2021

  • Por Jovem Pan
  • 07/01/2021 00h03 - Atualizado em 07/01/2021 01h03
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

Em pronunciamento na noite desta quarta-feira, 6, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o governo está “preparado para a vacinação contra a Covid-19” e que já estão asseguradas 354 milhões de doses para 2021. Segundo ele, 254 milhões serão do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo laboratório britânico AstraZeneca, com fabricação no Brasil pela Fiocruz; e 100 milhões da CoronaVac, vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan, de São Paulo. Além disso, ele ressaltou que o ministério está em processo de negociação com o Instituto Gamaleya, da Rússia; com a Janssen, empresa da Johson&Johnson; com as farmacêuticas Bharat Biotech e Moderna; e com a Pfizer. “Importante enfatizar que, quanto a Pfizer, que já disponibilizou sua vacina em vários países mesmo em quantidades reduzidas, o ministério está trabalhando com os representantes da empresa para resolver as imposições que não encontram amparo na lei brasileira, como a isenção de responsabilidades, caso venha a ocorrer algum efeito colateral não desejado e não esperado do uso de sua vacina”, explicou Pazuello.

Segundo o ministro, o Brasil será, também, um exportador de imunizantes, já que é o único país da América Latina que tem três laboratórios produzindo vacinas. Pazuello assegurou, ainda, que a pasta está estruturada “em termos financeiros, organizacionais e logísticos” para executar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. Após fracassar em um pregão eletrônico que buscava adquirir 331 milhões de kits com seringa e agulha, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quarta, que suspendeu a compra dos materiais destinados à vacinação contra a Covid-19 porque as empresas teriam aumentado seus preços. Dessa forma, disse que aguardará a redução dos valores para tentar uma nova aquisição. Pazuello, no entanto, declarou que o ministério já tem mais de 60 milhões de seringas e agulhas, “o suficiente para iniciar a vacinação da população ainda neste mês de janeiro”. Além disso, pontuou que há a garantia da Organização Pan-Americana da Saúde de que serão enviadas mais 8 milhões até fevereiro, além de outras 30 milhões já requisitadas a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo).

O ministro disse, também, que nesta noite o presidente assinou e enviou para publicação uma Medida Provisória que trata de medidas excepcionais para a aquisição de vacinas, insumos, bens e serviços de logística, até a aquisição de serviços na área de tecnologia da informação e publicidade. A norma também prevê, de acordo com ele, coordenação pelo Ministério da Saúde da execução do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, treinamento de profissionais que vacinarão a população, e contratação de vacinas e de insumos destinados à imunização, antes do registro sanitário ou da autorização temporária de uso emergencial pela Anvisa. “Asseguro que todos os estados e municípios receberão a vacina de forma simultânea, igualitária e proporcional à sua população. No que depender do Ministério da Saúde e do presidente, a vacina será gratuita e não obrigatória”, finalizou Pazuello.

Assista ao pronunciamento: