Em reunião, Anvisa e Instituto Butantan discutem pedido de uso emergencial da CoronaVac

Expectativa do governo de São Paulo é que vacinação comece em 25 de janeiro no Estado; apresentação dos dados de eficácia do imunizante da Sinovac deve ocorrer nesta quinta-feira, 7

  • Por Jovem Pan
  • 06/01/2021 16h35
EFE/Andre BorgesCoronaVac é produzida pelo Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) participou nesta quarta-feira, 6, de uma reunião de trabalho com técnicos do Instituto Butanan. Segundo nota distribuída pelo órgão, o encontro virtual tratou do andamento das ações e estudos necessários para subsidiar a análise de pedido de uso emergencial ou de registro definitivo para a vacina CoronaVac, produzida pelo Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A Anvisa ressaltou que, até o momento, não recebeu nenhum pedido de uso emergencial ou de registro definitivo de vacinas para Covid-19 no Brasil. Além disso, esclareceu que tem atendido todos os laboratórios que estão desenvolvendo imunizantes, a fim de orientar e esclarecer questões técnicas para a avaliação.

Vacinação em São Paulo

Nesta quarta, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), se reuniu com os 645 prefeitos que tomaram posse no último dia 1º para detalhar o plano de vacinação contra a Covid-19 no Estado, que deve começar no dia 25 de janeiro. Antes de apresentar o plano, Doria fez um pronunciamento sobre a situação da pandemia no país e admitiu que a segunda onda está em curso no Brasil. “A segunda onda da Covid-19, infelizmente, chegou ao Brasil e chegou ao mundo. Nós não tínhamos essa expectativa até outubro do ano passado, mas, lamentavelmente, São Paulo e Brasil estão vivendo uma segunda onda desse vírus”, iniciou o governador. “Esse ano de 2021 será muito mais difícil do que nós imaginávamos em outubro passado”, continuou Doria. De acordo com o governador, todo o Estado será vacinado até o final de 2021.

governo já adiou duas vezes a divulgação dos resultados finais de estudos clínicos da CoronaVac. A expectativa é que a apresentação ocorra nesta quinta-feira, 7. A prorrogação ocorreu a pedido da farmacêutica chinesa, que solicitou mais tempo para adicionar dados de outros países onde a vacina também está sendo testada, como Indonésia e Turquia. No entanto, a gestão do governador João Doria já antecipou que o composto é seguro e que atingiu eficácia superior ao mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Dessa forma, poderá ter seu registro aprovado para imunizar a população. O Estado recebeu quase 11 milhões de doses da vacina em 2020.