Número de pacientes com Covid-19 em UTIs de SP é 107,6% maior do que no pico da primeira onda

Estado tem, hoje, 2.469.849 casos confirmados de coronavírus e 74.652 óbitos pela doença

  • Por Jovem Pan
  • 31/03/2021 13h39 - Atualizado em 31/03/2021 16h18
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO -17/03/2021Na última semana, a pandemia teve alta de 9,2% nos casos, 10% nas internações e 25,6% nos óbitos

O governo do Estado de São Paulo afirmou que o número de pessoas com Covid-19 internadas em UTI hoje é 107,6% maior do que o número registrado no pico da pandemia em julho de 2020. Nesta quarta-feira, 31, são 12.975 pacientes que precisam de terapia intensiva no Estado. No pico da Covid-19 no ano passado esse número totalizava 6.250 pessoas. Na última semana, a pandemia teve alta de 9,2% nos casos, 10% nas internações e 25,6% nos óbitos.

O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, disse, no entanto, que apesar dos patamares altos, é possível notar uma leve desaceleração na curva da doença. O Estado de São Paulo tem, hoje, 2.469.849 casos confirmados da Covid-19 e 74.652 óbitos pela doença. A taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 92,2% no Estado e em 91,8% na Grande São Paulo. Quanto ao número de internados, 12.975 estão em UTI e 18.216 em enfermaria — entre casos confirmados e suspeitos.

Na tentativa de conter os altos números da pandemia, o Estado anunciou a compra de dois mil cilindros de oxigênio com apoio do setor privado. Os cilindros serão distribuídos em regiões sem usinas de oxigênio, mas que necessitam do insumo para atender casos moderados e graves da doença. Também foram adquiridos mil concentradores para apoio de pacientes menos graves.

Ainda na intenção de abaixar os números, o Hospital das Clínicas de São Paulo vai abrir mais 163 novos leitos para atendimento de pacientes com Covid-19. Serão 58 unidades de UTI e 75 de enfermaria. Com isso, o HC chega a 628 leitos exclusivos para atendimento de casos graves da doença. Toda a equipe foi financiada com a doação de R$ 5,4 milhões da iniciativa privada — um esforço coletivo do Banco BTG, Eurofarma, Cosan e EDP.