Farmacêutica deve pedir uso emergencial da vacina russa Sputnik V à Anvisa nesta semana

Apesar do comprometimento da farmacêutica de pedir uso emergencial e importar doses para o Brasil, Anvisa ainda não concluiu análise de pedido de estudo da Sputnik V no Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 13/01/2021 18h12
EFE/EPA/RDIFFarmacêutica se comprometeu em receber até 10 milhões de doses da Sputnik V nos próximos três meses

A farmacêutica União Química e o Fundo Russo de Investimento Direto anunciaram nesta quarta-feira, 13, que devem pedir uso emergencial da vacina russa Sputnik V contra a Covid-19 à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda nesta semana. Um acordo firmado entre um representante da companhia e outro do fundo do país europeu determinou que ainda no primeiro trimestre 10 milhões de doses do imunizante sejam recebidas. As remessas devem começar a chegar ainda no mês de janeiro. Apesar de se comprometer a fazer o pedido para uso emergencial ainda nesta semana, a vacina Sputnik V não teve a fase 3 de testes da vacina no Brasil autorizada pela Anvisa até o momento. “Assim que a Agência concluir a análise do pedido de estudo, as informações sobre a Sputnik poderão ser incluídas e todos poderão acompanhar o andamento”, diz trecho de nota disponibilizada pela Anvisa.

Em comunicado, a farmacêutica União Química afirmou que “tem concentrado todos os esforços industriais, tecnológicos e científicos para disponibilizar o quanto antes, o maior número de doses possíveis para o plano nacional de operacionalização da vacinação”. No Brasil, a produção dos imunizantes com tecnologia russa deve ser realizada em laboratórios de Brasília e de Guarulhos. Até o momento, apenas duas vacinas tiveram pedido de uso emergencial submetido no Brasil: a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan com tecnologia chinesa da farmacêutica Sinovac, e a da Universidade de Oxford/Astrazeneca, que será fabricada no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A agência regulatória mantém um painel online no qual atualiza diariamente o processo de análise de documentos de cada uma das vacinas. A expectativa é de que no domingo, 17, uma reunião seja realizada para deliberar sobre esses pedidos. Ambas vacinas já são aplicadas em outros países, como na Indonésia e no Reino Unido.