Filha de Zé do Caixão acusa médicos da Prevent Senior de negligência: ‘Tentativa de extermínio’

Liz Marins afirma que o pai foi liberado precocemente da UTI e que médicos tentaram convencer a família a ‘deixá-lo morrer’

  • Por Jovem Pan
  • 23/11/2021 16h16
Reprodução/Instagram/@lizmarinslizvampLiz Marins publicou desabafo sobre a morte do pai nas redes sociais

Liz Marins, filha do cineasta José Mojica Marins, conhecido como Zé do Caixão, publicou um longo desabafo nas redes sociais nesta segunda-feira, 22, e acusou médicos da Prevent Senior de negligência durante o tratamento de seu pai. Ele morreu em fevereiro de 2020, após uma broncopneumonia. Segundo a filha, o cineasta foi retirado precocemente da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Meu pai faleceu no dia 19/02/2020, mas tentaram antecipar a morte dele para dia 05/02/2020. Um dia de caos! E não era ficção, foi o horror da realidade! Até hoje não sei o quanto mais o meu pai teria de tempo de vida se não tivesse ocorrido esta (sem exageros!) tentativa de extermínio”, disse. Liz afirmou que Mojica estava internado em estado grave no Hospital Sancta Maggiore, na zona sul de São Paulo, administrado pela Prevent Senior. “Contudo, por ordem arbitrária de um dos médicos, meu pai foi transferido da Semi UTI para o quarto, apesar da minha insistente negativa sobre isto”, relatou. Segundo Liz, ela e outros familiares insistiram para que o cineasta não fosse transferido para o quarto, mas o médico negou. Na ocasião, ela disse ter pedido que a auxiliar de enfermagem medisse a saturação do pai, que era de 83%.

Mesmo com a saturação alta, ela relata que os profissionais demoraram a transferir Mojica de volta para a UTI.  “O médico não o socorria e só tentava nos convencer a deixá-lo morrer”, contou. “O médico chefe começou um discurso (parecido com os que já havíamos escutado de vários médicos, inclusive, da boca do médico que o transferiu da Semi U.T.I. para o quarto) de que o meu pai tinha 83 anos, comorbidades e que tínhamos que aceitar que ele precisava partir. Indignada, eu o interrompia o tempo inteiro, falando para o médico socorrê-lo, pois o meu pai estava morrendo enquanto o médico estava apenas falando.” Liz afirma que tenta contato com o hospital para saber quais providências foram tomadas em relação aos médicos que atenderam seu pai, mas não conseguiu resposta. Ela diz ainda que secretários da unidade marcaram algumas reuniões online, mas encontraram “desculpas” para desmarcar. “Quanto tempo o meu pai teria ficado mais conosco se não fosse a negligência do dia 05/02/2020?”, questiona. Em nota enviada à Jovem Pan, a Prevent Senior afirmou que os prontuários do paciente demonstram que “todos os investimentos possíveis” foram realizados no tratamento. “Os detalhes dos prontuários não podem ser divulgados por razões legais, mas é possível afirmar que o paciente tinha uma série de comorbidades que agravaram seu quadro de saúde ao longo dos anos”, disse a empresa.