Fiocruz investiga dois casos suspeitos de vaca louca no Rio de Janeiro

Suspeita é que ambos os pacientes estejam com a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma forma esporádica que não tem relação com consumo de carne bovina

  • Por Jovem Pan
  • 11/11/2021 15h42 - Atualizado em 11/11/2021 17h54
Reprodução/FiocruzFiocruz não divulgou informação sobre o estado de saúde dos dois pacientes

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou nesta quinta-feira, 11, que recebeu dois pacientes para a investigação da “doença da vaca louca” no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, em Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a instituição, ambos estão internados no Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 do INI. A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EBB) é doença que ataca o sistema nervoso central de animais, que passam a agir como se estivessem enlouquecidos, o que explica o nome popular. Ela pode ser transmitida a humanos por meio da ingestão de carne contaminada.

Após exames clínicos e radiológicos, a suspeita é que ambos os casos se tratem da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma forma esporádica da “vaca louca” que não tem relação com consumo de carne bovina. Os diagnósticos, porém, ainda não foram confirmados. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a maior incidência da doença ocorre de forma esporádica e tem causa e fonte infecciosas desconhecidas. “De acordo com informações disponíveis no site do Ministério da Saúde, entre os anos de 2005 e 2014, foram notificados, no Brasil, 603 casos suspeitos de DCJ. Desde que a vigilância da DCJ foi instituída no Brasil, nenhum caso da forma vDCJ foi confirmado. A vDCJ é uma variante da DCJ, associada ao consumo de carne bovina”, informou a pasta. A Fiocruz não deu detalhes sobre os pacientes “em respeito à confidencialidade da relação médico-paciente”. A reportagem da Jovem Pan aguarda resposta da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro sobre os casos.