Força-Tarefa da Lava Jato no Paraná ‘deixa de existir’ e passa a integrar o Gaeco

Segundo o MPF, dez procuradores não têm mais dedicação exclusiva ao caso enquanto outros cinco continuam dedicados às investigações da operação

  • Por Jovem Pan
  • 03/02/2021 11h47
Ascom/PRMinistério Público Federal do Paraná anunciou o fim da força-tarefa da Lava Jato no estado

O Ministério Público Federal informou nesta manhã desta quarta-feira, 3, que a força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná passou a integrar, desde o dia 1º de fevereiro, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF. Com isso, a força-tarefa deixa de existir. A força-tarefa atuou por quase sete anos, tendo início em 17 de março de 2014. Foram 79 fases, 1.450 mandados de busca e apreensão, 211 conduções coercitivas, 132 mandados de prisão preventiva e 163 de temporária. Segundo o ministério, alguns dos procuradores da Lava Jato passam a atuar no Gaeco, com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos da operação.

Apesar da força-tarefa ter sido prorrogada até 1º de outubro de 2021, a portaria assinada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, em 7 de dezembro de 2020, prevê uma reestruturação do grupo. De acordo com o MPF, quatro procuradores do Paraná, ex-integrantes da força-tarefa, foram integrados ao grupo de cinco membros do Gaeco, com mandatos até agosto de 2022. “Assim, o Gaeco passou a contar com nove membros, sendo que cinco deles se dedicarão aos casos que compunham o acervo da Força-Tarefa Lava Jato,”, explica nota. Outros dez procuradores permanecem designados para atuação em casos específicos ou de forma eventual até 1º de outubro de 2021, sem integrar o Gaeco e sem dedicação exclusiva ao caso.