Governo de São Paulo anuncia novas restrições nesta quarta-feira, diz Doria

O governador afirmou que, considerando o ‘quadro gravíssimo’ da pandemia, as medidas adicionais teriam que ser adotadas em todo o Estado; no entanto, voltou atrás e não anunciou novas ações durante coletiva

  • Por Jovem Pan
  • 17/03/2021 10h32 - Atualizado em 17/03/2021 16h59
RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOJoão Doria esteve na sede do Instituto Butantan nesta quarta-feira para acompanhar mais uma entrega de vacina para o Ministério da Saúde

O governo de São Paulo vai anunciar as novas medidas restritivas para todo o Estado nesta quarta-feira, 17. A afirmação foi feita pelo próprio governador João Doria durante visita ao Instituto Butantan. Segundo ele, as novas regras serão alinhadas com o Centro de Contingência do Coronavírus e anunciadas em coletiva de imprensa ainda hoje. “O Centro de Contingenciamento da Covid-19 tem uma reunião pela manhã. Essa reunião terminará por volta das 11h, às 11h30 temos a reunião preparatória da coletiva. Na coletiva, anunciaremos quais serão as medidas adicionais que, certamente, terão que ser adotadas. Estamos diante de um quadro gravíssimo, dramático, não apenas em São Paulo, mas em todo o Brasil”, afirmou. Horas depois, durante a coletiva de imprensa, o governador não anunciou novas medidas restritivas, voltou atrás e pontuou que teria sinalizado apenas que “eventualmente” as medidas adicionais poderiam ser adotadas. “O que nos pauta aqui é a ciência e a medicina, não é pressão de nenhuma parte, nem daqueles que são bem intencionados. A boa intenção tem que ser respaldada pela ciência e pela medicina”, afirmou o governador.

O provável endurecimento da Fase Emergencial do Plano São Paulo acontece um dia após o Brasil atingir um novo recorde de mortes pela Covid-19, com 2.841 falecimentos. Ao todo, 649 pessoas morreram nas últimas 24 horas em todo o Estado de São Paulo, o que representa o contínuo avanço do coronavírus. Além de falar sobre o endurecimento da quarentena, João Doria também criticou o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e falou sobre a ausência de um plano do governo federal. Segundo ele, governadores e prefeitos estão fazendo o possível, mas falta uma coordenação nacional. Doria criticou o primeiro pronunciamento de Queiroga, que falou nesta terça-feira. Para o governador, o novo ministro deixou claro que quem manda é o presidente Jair Bolsonaro. No entanto, para Doria, nesse momento grave da pandemia, são os médicos que deveriam mandar, não o presidente.

João Doria esteve na sede do Instituto Butantan nesta quarta-feira para acompanhar mais uma entrega de vacinas contra a Covid-19 para o Ministério da Saúde. Ao todo, 2 milhões de unidades da CoronaVac foram entregues, sendo o segundo lote do imunizante enviado nesta semana para distribuição do Plano Nacional de Imunizações. Segundo o cronograma do Butantan e o governo de São Paulo, 9,1 milhões de doses da vacina já foram entregues em março. A previsão é que, até 30 de abril, o instituto complete o envio das 46 milhões de unidades do composto adquiridas inicialmente pelo governo federal.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini