Governo de SP abre 700 novos leitos para Covid-19 após aumento de internações

Apenas na capital paulista, internações em UTI por causa da doença cresceram 600% no último mês, que coincide com a chegada da variante Ômicron

  • Por Jovem Pan
  • 26/01/2022 18h00
Sandro Pereira/Estadão Conteúdo O governo de São Paulo ingressou com ação no STF no dia 10 de fevereiro, após uma semana de ameaças; dois dias antes, governador do Maranhão já havia feito solicitação com o mesmo teor à Corte Leitos de UTI ocupados por pacientes com Covid-19

O governo estadual de São Paulo anunciou nesta quarta, 26, que irá abrir 700 novos leitos exclusivos para Covid-19, devido ao crescimento do número de internações por causa da doença, registrado no último mês, após a chegada da variante Ômicron. Serão abertos 266 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 434 de enfermaria em 14 regiões do Estado, incluindo capital e municípios da Grande São Paulo e as regionais de saúde de Araraquara, Baixada Santista, Barretos, Bauru, Franca, Marília, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Sorocaba e Taubaté. Apenas na capital, a ocupação de leitos de UTI cresceu 600% entre 24 de dezembro e 24 de janeiro.

“Neste momento, o foco da ampliação da rede estadual de Saúde está nos leitos de enfermaria já que, por conta dos elevados índices de vacinação aqui no Estado de SP, nós temos tido um agravamento menor da doença”, afirmou o governador João Doria (PSDB) em entrevista coletiva. São Paulo está na zona de alerta intermediária para a ocupação de leitos, com 66%, de acordo com nota técnica da Fiocruz desta quarta, o que representa uma piora em relação à anterior, divulgada em 13 de janeiro, quando o Estado tinha 35% dos vagas em hospitais ocupadas. Contudo, a situação ainda é melhor do que em outras unidades federativas: Pernambuco, Espírito Santo, Goiás, Piauí, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul estão em alerta crítico, com taxas de ocupação acima de 80%.