Governo do RJ apresenta primeira lista de suspeitos mortos na Operação Contenção
O Governo do Estado do Rio de Janeiro confirmou em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (31) que, dos 99 mortos já identificados na megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, 78 possuíam antecedentes criminais, 42 tinham mandados de prisão em aberto e 40 eram de outros estados. O balanço oficial da Operação Contenção aponta para um total de 121 mortes, incluindo quatro policiais. O comunicado contou com a presença do secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, e do secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.
Entre os mortos de fora do Rio, havia criminosos de ao menos sete estados: Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Paraíba, Goiás e Espírito Santo. A presença de traficantes de outras regiões, segundo as autoridades, evidencia que o Complexo da Penha funciona como um ponto estratégico para o escoamento de drogas e armamentos do Comando Vermelho. Entre as lideranças de outros estados mortas na ação estão “Russo”, chefe do tráfico em Vitória (ES), “Chico Rato”, de Manaus (AM), e “Mazola”, de Feira de Santana (BA). Além disso, o delegado Curi informou que as pessoas que morreram eram de quatro das cinco regiões do Brasil. Somente a região Sul não teve neutralizado.
Veja a lista divulgada:
- Russo, chefe do tráfico em Vitória (ES);
- Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico em Goiás;
- DG, chefe do tráfico na Bahia;
- FB, chefe do tráfico na Bahia;
- Rodinha, chefe do tráfico em Itaberaí;
- PP, chefe do tráfico do Pará;
- Chico Rato, chefe do tráfico em Manaus (AM);
- Gringo, chefe do tráfico em Manaus (AM);
- Mazola, chefe do tráfico em Feira de Santana (BA);
O delegado confirmou a quantidade de pessoas presas (113) e informou que 33 eram de outros estados e 10 eram menores de idade. Do total, 54 tinham anotações criminais. Além disso, ele explicou que as pessoas que morreram eram de quatro das cinco regiões do Brasil. Somente a região Sul não teve neutralizado.
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A ação, que mobilizou cerca de 2.500 agentes, deixou 121 mortos e teve como objetivo cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes da facção que estariam escondidos nas comunidades. O governo do estado classificou a operação como “um sucesso” e o “maior baque que o Comando Vermelho, em toda sua história, já tomou”. Foram apreendidas 118 armas, incluindo 91 fuzis, além de 14 artefatos explosivos e toneladas de drogas.
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