‘Governo já poderia contar com 260 votos para aprovar Previdência’, diz Guedes

  • Por Jovem Pan
  • 15/03/2019 14h59
Valter Campanato/Agência Brasil O ministro afirmou haver "maturidade na classe política" em relação à reforma

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira, 15, que o governo federal já poderia contar com 260 votos para aprovar a proposta de emenda constitucional (PEC) da Previdência na Câmara dos Deputados. Segundo o ministro, a PEC já teria 160 votos “declarados” a favor da reforma.

“O Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, tem uma conta que chega a 260”, afirmou Guedes.

Segundo o ministro, haveria na contas de Onyx cem votos “velados” a favor. Para aprovar uma PEC é preciso de um mínimo de 308 votos favoráveis na Câmara.

Como demonstração de otimismo em relação à reforma, Guedes disse que “há maturidade muito grande na classe política” e elogiou os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Ao longo de sua palestra no seminário “A Nova Economia”, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio, Guedes defendeu a reforma da Previdência e o programa econômico comandado por ele e sua equipe. Segundo o ministro, o programa “está andando”.

A vontade da equipe econômica, disse ele, seria tomar várias medidas e fazer as reformas “ao mesmo tempo”. No campo tributário, por exemplo, a ideia é fazer uma simplificação geral, juntando impostos federais indiretos num só “Já existe a ideia de um imposto único federal”, afirmou Guedes.

Durante o evento, Guedes voltou a citar a proposta de mudar a Constituição para desvincular e desindexar os orçamentos públicos em todas as esferas de governo. O objetivo de medida seria diminuir a concentração dos recursos tributários no “topo”.

Como exemplo de proposta para descentralizar recursos num redesenho do pacto federativo, Guedes comentou a intenção de mudar a distribuição da riqueza oriunda da exploração do petróleo na camada pré-sal. A ideia, segundo o ministro, seria distribuir 70% dos US$ 1 trilhão arrecadados ao longo de 15 anos para Estados e municípios. Ele não detalhou como chegou a esse valor.

*Com informações do Estadão Conteúdo