Governo não vai aceitar reestruturação salarial de outras carreiras, diz Marinho

  • Por Jovem Pan
  • 21/03/2019 13h56
Agência BrasilSecretário afirmou que, mesmo com pressão, governo não vai ceder

O secretário nacional da Previdência, Rogério Marinho, disse nesta quarta-feira, 21, que não há margem para fazer reestruturações de outras carreiras federais durante as discussões da reforma previdenciária. A proposta de reforma da previdência dos militares, apresentada pelo governo na última quarta-feira, 20, inclui uma reestruturação da carreira das Forças Armadas.

Marinho disse que até pode haver pressão de outras categorias para que se faça o mesmo com elas, mas o governo não pretende ceder. “Não há nenhuma possibilidade, nenhuma margem de tratarmos desse tema”.

Ele ressaltou que as Forças Armadas foi a única categoria de carreiras do serviço público que não teve reestruturação nos últimos 19 anos.

Segundo ele, a reforma da proteção social dos militares deve gerar economia de R$ 97 bilhões em dez anos. A reestruturação da carreira custará cerca de R$ 87 bilhões.” Na verdade, há um superávit. Estamos dando muito mais do que estamos ganhando”.

O secretário espera que a reforma da previdência seja aprovada no primeiro semestre, mas destacou que agora a decisão está com o Congresso.

“Agora, quem tem que dar o ritmo é o Congresso. Os deputados têm que se sentir confortáveis para fazer a tramitação. É claro que, para o governo e para a sociedade brasileira, é importante que o projeto tenha a celeridade adequada sem que se perca a qualidade do debate”, disse, ao participar de congresso da Associação Brasileira de Supermercados hoje no Rio de Janeiro.

*Com Agência Brasil