Governo pretende investir R$ 10 mi em pesquisas sobre o coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 02/03/2020 21h09 - Atualizado em 02/03/2020 21h10
MARCO MIATELO/ESTADÃO CONTEÚDOMinistro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, participou de uma teleconferência sobre o vírus com ministros de outros oito países

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, informou nesta segunda-feira (3) que o governo federal prevê investir R$ 10 milhões via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em pesquisas voltadas para o mapeamento e sequenciamento do novo coronavírus.

Segundo Pontes, o valor ainda é uma previsão e deve ser aplicado em 2020. A informação foi divulgada após teleconferência sobre o novo coronavírus com ministros de Ciência e Tecnologia de outros oito países (Alemanha, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Inglaterra, Itália, Japão e Nova Zelândia).

Em fevereiro, a pasta criou a Rede Vírus, uma rede de pesquisa envolvendo cientistas e laboratórios para ajudar no enfrentamento de viroses emergentes, com foco inicial em coronavírus e influenza. O grupo é formado por especialistas e representantes do Ministério da Saúde, de entidades científicas e de unidades de pesquisa.

Segundo Pontes, a ideia é trabalhar com o Ministério da Saúde na captação de recursos para que a rede de pesquisadores possa desenvolver estes trabalhos. “Certamente vai ajudar em termos de modelamento desse vírus, no mapeamento e no sequenciamento desse genoma e muitas outras possibilidades em termos de tratamento, testes clínicos. Então, o Brasil pode contribuir muito”, afirmou.

O grupo será coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações e definirá uma agenda de prioridades de pesquisa e ações futuras para auxiliar no combate de viroses no país. A atuação deve ser restrita ao campo da pesquisa científica, como auxiliar e complementar às iniciativas do Ministério da Saúde.

Hoje, os cientistas que sequenciaram o genoma do coronavírus no primeiro e no segundo paciente infectado no Brasil descobriram que os patógenos são levemente diferentes. O primeiro se assemelha mais com aquele sequenciado na Alemanha, enquanto o segundo, com o analisado na Inglaterra. Ambos são diferentes das sequências chinesas.

Ministros de Ciência

De acordo com Marcos Pontes, o grupo de ministros de Ciência discutiu sobre formas de trocar informações sobre o novo coronavírus entre os países e como pode haver a colaboração entre eles.

“Nós tratamos de três assunto: o que estamos fazendo em cada um desses países em termos de pesquisa para auxiliar a parte de saúde propriamente dita. Segundo: como a gente pode trocar dados; e terceiro, como podemos colaborar com os diversos países”, explicou Pontes.

De acordo com o ministro, o grupo tem trabalhado no mapeamento e identificação da origem do novo coronavírus.

“A pesquisa e o desenvolvimento têm uma série de fatores que trabalham na busca de identificar o vírus, o genoma, o modelamento. Com esse tipo de identificação, a gente consegue ter uma ideia de onde vem, que tipo de vírus a gente recebeu aqui no Brasil. É importante a gente ter a noção dessa propagação”, completou.

A previsão é que o grupo mantenha o contato, por teleconferência, semanalmente.

* Com informações da Agência Brasil