Homem é demitido após se ‘fantasiar’ de goleiro Bruno e zombar da morte de Eliza Samudio

Tatuador, identificado como Rodrigo Fernandes, apagou perfis nas redes sociais; estúdio El Cartel Tatuaria repudiou atitude e condenou ‘qualquer tipo de incitação à violência contra mulher’

  • Por Jovem Pan
  • 03/11/2021 11h17 - Atualizado em 03/11/2021 12h30
Reprodução/Instagram/Porão do Alemão Homem com camisa listrada segura saco de lixo Publicação feita no perfil da casa de shows Porão do Alemão foi feita por um estagiário de 20 anos, segundo responsável pelo estabelecimento

Depois de se fantasiar de goleiro Bruno e aparecer em uma foto zombando do assassinato da modelo Eliza Samudio, um tatuador de Manaus foi demitido do estúdio em que trabalhava. Na publicação feita no perfil da casa de shows “Porão do Alemão”, o homem, identificado como Rodrigo Fernandes, veste uma camisa que faz alusão ao Flamengo, ex-clube do jogador, e segura um saco de lixo com o nome da vítima, morta em 2010. O atleta foi condenado a 22 anos de prisão pelos crimes de sequestro, cárcere privado, assassinato e ocultação de cadáver. Diante da repercussão, os responsáveis pelo estabelecimento afirmaram que a postagem foi feita por um estagiário de 20 anos. O adolescente também foi afastado.

Em uma publicação no Instagram, o perfil El Cartel Tatuaria, do qual o tatuador era sócio, repudiou a atitude e anunciou a demissão do funcionário. “O estúdio El Cartel Tatuaria não compactua com qualquer tipo de incitação à violência contra mulher. Deixando bem claro que o colaborador foi demitido do estúdio, sendo assim não fazendo mais parte do quadro de funcionário”, diz nota publicada na rede social. No momento da publicação desta reportagem, os perfis de Rodrigo Fernandes e do estúdio de tatuagem não estavam ativos na plataforma. “Feminicídio não é brincadeira, feminicídio não é fantasia. O artigo 287 do Còdigo Penal informa que é crime fazer apologia a um fato ou a um agente criminoso. A pena é de detenção, de três a seis meses, ou multa”, diz o delegado da Polícia Civil do Amazonas, João Tayah, em vídeo divulgado nas redes sociais. Ei, Porão do Alemão, tá ligado que fazer apologia a feminicídio ou feminicida é crime? Que tal dar um pulo lá na Delegacia da Mulher comigo? Estou disposto a dar um curso grátis para vocês. Podem chamar os ‘estagiários’ também”, escreveu.