Justiça do Rio de Janeiro nega pedido de habeas corpus feito pela defesa de Dr. Jairinho

Desembargadores consideram que prisão preventiva do ex-vereador, acusado de matar o enteado, seguiu o código de processo penal

  • Por Jovem Pan
  • 09/11/2021 16h13 - Atualizado em 09/11/2021 16h15
SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Jairinho perdeu o cargo de vereador após a morte de Henry Borel, que tinha quatro anos

O ex-vereador carioca Dr. Jairinho teve o pedido de habeas corpus negado pelos desembargadores da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) por unanimidade de votos e seguirá em prisão preventiva. Jairinho é acusado pela morte do enteado, Henry Borel, que tinha quatro anos de idade, junto com a mãe do garoto, Monique Medeiros, após cometerem violência física contra o menino. A defesa alegava que as acusações de fraude processual e coação contra testemunhas eram infundadas, pois Jairinho não teria tido participação nos episódios de intimidação nem teria ordenado que a empregada lavasse o apartamento do casal ou tentado fugir. Os advogados pediam que ele respondesse o processo em liberdade e a prisão fosse substituída por medidas cautelares.

No entanto, o relator do julgamento, o desembargador Domingos de Almeida Neto, considerou que a decisão em primeira instância de manter Jairinho preso foi correta, pois respeita o código de processo penal e está em consonância com a gravidade dos fatos, e ainda destacou que a fase de colher provas da defesa ainda será realizada, o que por ora justificaria a manutenção da decisão. Os outros desembargadores acompanharam o voto do relator. O pai de Henry Borel, Leniel Borel, já havia se manifestado nas redes sociais contra a concessão do habeas corpus nas redes sociais. “Meu filhinho teve sua liberdade de viver ceifada por um assassinato brutal cometido por duas pessoas que, minimamente, merecem permanecer presas. Que a justiça seja feita hoje e ao longo desse processo, cujo motivo de sua existência é irremediável!”, escreveu.