Lava Jato identifica contratos milionários de grandes empresas com Palocci

  • Por Estadão Conteúdo
  • 27/10/2016 07h24
BRA01. CURITIBA (BRASIL), 26/09/2016.- El exministro de Hacienda de Brasil, Antonio Palocci, uno de los hombres más influyentes en los Gobiernos de Luiz Inácio Lula da Silva y Dilma Rousseff, llega hoy, lunes 26 de septiembre de 2016,a declarar en el caso de corrupción de la Lava Jato donde es acusado de recibir sobornos para intervenir en ambas administraciones en defensa los intereses de la constructora Odebrecht, en Curitiba (Brasil). EFE/HEDESON SILVAEFE - Ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci chega a Curitiba em prisão temporária para falar à Lava Jato

A Operação Lava Jato encontrou 44 contratos de consultorias milionários com grandes empresas dos mais variados setores do País firmados com a Projeto, empresa do ex-ministro Antonio Palocci. Chamou a atenção dos investigadores, porém, o fato de a empresa ter registrado uma folha de pagamento com apenas oito funcionários, em 2013, que foi reduzida para cinco neste ano.

O juiz Sérgio Moro bloqueou R$ 30 milhões da empresa, que foi alvo de buscas da Operação Omertà – a 35ª fase da Lava Jato, no dia 26 setembro. Palocci foi preso no mesmo dia. Segundo a força-tarefa, ele atuava como intermediador dos interesses da Odebrecht nos governos do PT e teria recebido R$ 128 milhões do “departamento de propinas” da empreiteira.

A Projeto mantinha em seu quadro de funcionários um administrador, com salário de R$ 8,3 mil; uma assistente administrativa (R$ 7,1 mil); uma funcionária autônoma (R$ 3 mil); e dois motoristas (R$ 4,6 mil e R$ 3,2 mil). Constam ainda como sócios o ex-ministro e seu sobrinho André Palocci, ambos com salários de R$ 3 mil.

Nas buscas na Projeto, a Polícia Federal não encontrou nenhum contrato com a Odebrecht. Foram localizados contratos com empresas da indústria alimentícia, assistência médica, bancos, entre outras. “Não se verificou a presença de documentos que indiquem a prestação dos serviços constantes dos contratos arrecadados na empresa Projeto Consultoria”, assinalou o escrivão da PF João Paulo de Alcântara, responsável pelo relatório das buscas.

Defesa

O advogado José Roberto Batochio, que defende Palocci, reagiu com indignação às suspeitas lançadas pela PF sobre as atividades do ex-ministro e de sua empresa. “É preciso deixar claro de uma vez por todas que esse tipo de prestação de serviços tem caráter pessoal, pelo nome, prestígio e pela capacidade profissional”, afirmou Batochio, referindo-se ao ex-ministro da Fazenda (governo Luiz Inácio Lula da Lula) e da Casa Civil (governo Dilma Rousseff).

“Por serviços efetivos as empresas pagaram. Tudo dentro da legalidade e da normalidade e oferecida à tributação”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.