Maioria dos laboratórios de SP tem estoque de testes de Covid-19 para menos de 7 dias

Levantamento feito pelo SindHosp também mostra que 8 a cada 10 estabelecimentos tiveram dificuldades para adquirir os exames

  • Por Jovem Pan
  • 16/01/2022 16h00
Mauro Scrobogna/Estadão Conteúdo Testes para detecção da Covid-19 Segundo pesquisa do SindHosp, houve aumento da procura por testes em 99% dos estabelecimentos paulistas

Com a escalada expressiva no número de casos de Covid-19 e o aumento na procura por testes para a detecção da doença, a maioria dos laboratórios do Estado de São Paulo tem estoque para seguir com a testagem de pacientes por menos de sete dias. É o que indica uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (SindHosp) e publicada neste domingo, 16. De acordo com o levantamento, 54,85% dos estabelecimentos têm recursos para atender a população por menos de uma semana. Outros 16,13% conseguirão atender a demanda por oito a 14 dias, 22,58% de 15 a 21 dias e apenas 6,45% preveem que o estoque deve durar 21 dias.

A pesquisa do SindHosp também mostra que 88,29% dos 111 laboratórios privados tiveram dificuldades para adquirir testes de Covid-19 e Influenza. De acordo com o levantamento, houve aumento da testagem em 99,1% dos estabelecimentos. Em mais de 92% dos laboratórios, houve um salto de 100% na procura pelos exames – em cerca de 2%, a procura aumentou de 501% a 1000%. A faixa etária com o maior índice de positividade é a de adultos de 30 a 50 anos, seguida pelos adultos de 51 a 59 anos e por jovens de 19 a 29 anos.

Como a Jovem Pan mostrou, a Prefeitura de São Paulo passou a priorizar, a partir do sábado, 15, a testagem do grupo de risco: pessoas não vacinadas ou com apenas uma dose de vacina, gestantes e puérperas, indivíduos com comorbidades a critério médico, profissionais de saúde e população em situação de rua. Na quarta-feira, 12, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) recomendou aos laboratórios privados brasileiros que interrompam a testagem de pacientes assintomáticos ou com poucos sintomas de coronavírus. A entidade afirma que, neste momento, não é possível mensurar até quando os laboratórios brasileiros terão testes disponíveis, destacando, porém, que “há um risco real de desabastecimento”.