Manifestação pró-CPI da Lava Toga termina em confronto com a PM

Convocado por movimentos como o “Muda Senado” e o “Vem pra Rua”, protesto foi em frente ao STF

  • Por Jovem Pan
  • 25/09/2019 18h44 - Atualizado em 25/09/2019 19h08
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Dida Sampaio/Estadão Conteúdo manifestacao-pro-cpi-da-lava-toga-termina-em-confronto Segundo a Polícia Militar, foram atiradas pedras, e uma chegou a ferir um dos agentes

Uma manifestação organizada nesta quarta-feira (25) na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), foi dispersada pela Polícia Militar com gás lacrimogênio, bombas de efeito moral e spray de pimenta.

Convocado por movimentos como o “Muda Senado” e o “Vem pra Rua”, o protesto tinha como objetivo pedir a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e também a análise dos processos de impeachment dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

Os manifestantes jogaram tomates e ratos de plástico em frente ao STF. Segundo a Polícia Militar, também foram atiradas pedras, e uma chegou a ferir um dos agentes, que foi levado para o departamento médico do Supremo.

O cheiro do gás lacrimogêneo chegou ao edifício-sede do STF, o que levou seguranças a fecharem às pressas as janelas do tribunal para tentar evitar a sua circulação dentro das instalações da Corte. O gás, no entanto, invadiu as dependências do tribunal, assustando convidados e servidores que acompanhavam a sessão plenária nesta tarde. Bombeiros chegaram a distribuir máscaras para o público.

Os seguranças também mantiveram por instantes as portas do plenário fechadas, para impedir que o gás lacrimogêneo chegasse ao local onde atuam os 11 ministros da Corte.

Confira:

Julgamento

Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar nesta quarta-feira (25) o habeas corpus apresentado pela defesa de Marcio de Almeida Ferreira, ex-gerente da Petrobras, que discute o direito de um réu se manifestar na ação penal após as alegações dos delatores acusados no processo. O primeiro a votar foi o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, que se manifestou contrário ao recurso.

A sessão foi encerrada em seguida. O julgamento será retomado na quinta-feira (26), com o voto dos outros 10 ministros. O resultado pode levar à anulação de mais condenações da Lava Jato e, eventualmente, beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na operação.

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