Médico acusado de abusar de pacientes se entrega à polícia; registro é suspenso pelo Cremesp

  • Por Jovem Pan
  • 18/01/2019 18h57
Reprodução Abusos eram cometidos pelo médico há mais de 20 anos

O cardiologista Augusto César Barretto Filho, de 74 anos, se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (18), em Presidente Prudente (SP). Ele é acusado de abusar sexualmente de mais de 30 pacientes em consultório. Ele teve o registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Barreto Filho foi à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) acompanhado por um advogado. Após se apresentar, passou por exame de lesão corporal cautelar (o corpo de delito) e deve ser mandado para a penitenciária de Lavínia (SP). A justiça decretou a prisão do cardiologista na quinta (17), após aceitar denúncia do Ministério Público.

Para o promotor Felipe Teixeira Antunes, havia risco de o suspeito fazer novas vítimas, já que o registro profissional continuava ativo. Barretto Filho responde pelo crime de violação sexual mediante fraude, cuja pena com agravantes pode passar de 6 anos de reclusão. Ele alega ser inocente. Segundo relatos, ele abusava de pacientes há 20 anos.

O abuso seguia um padrão, conforme depoimentos. “Na hora de medir a pressão arterial ou batidas do coração, ele acariciava partes íntimas das pacientes e encostava seus órgãos genitais nelas”, explicou a delegada Adriana Pavarina. O médico chegou a ser denunciado em 2008, mas não foi condenado. Em julho do ano passado voltou a agir.

Registro

No ano passado, o cardiologista pediu o cancelamento de seu registro no Cremesp. A solicitação acabou negada porque ele respondia à sindicância interna e, segundo o órgão, se fosse afastado não teria como ser punido. Nesta sexta, o conselho informou que o registro profissional de Barretto Filho foi suspenso, “diante do volume de casos denunciados”.

A suspensão é válida por seis meses e pode ser renovada por mais seis meses.

*Com informações do Estadão Conteúdo