Medidas sanitárias adotadas pelo Enem custarão 70 milhões de reais extras

O dinheiro será aplicado para que os estudantes possam prestar as provas de acordo com as diretrizes de prevenção à transmissão do coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 09/07/2020 08h22 - Atualizado em 09/07/2020 08h29
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilAs inscrições para o Enem 2020 estão abertas. Entidades que representam estudantes pedem adiamento

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) anunciaram que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá custo adicional de 70 milhões de reais por causa de medidas sanitárias adotadas para prevenir a transmissão e contágio do coronavírus.

Na última quarta-feira (8), o MEC divulgou as novas datas para a aplicação do exame, inicialmente previsto para novembro deste ano: 17 e 24 de janeiro de 2021 para as provas presenciais, e 31 de janeiro e 7 de fevereiro para a versão digital. 

A pedido do então Ministro da Educação Abraham Weintraub, o Inep realizou um levantamento para de ouvir os 5,8 milhões de estudantes inscritos antes de reagendar as provas. 49,7% daqueles que irão prestar a prova votaram para que o Enem fosse realizado apenas em maio de 2021. Outros 35,3% optaram por janeiro. Mas, depois que Weintraub foi demitido, a direção do órgão não se comprometeu em seguir o resultado da pesquisa e anunciou que ouviria representantes dos Estados e do ensino superior para tomar uma decisão.    

Em coletiva de imprensa na tarde de ontem, o Ministro Interino da Educação, Antônio Vogel, disse que a nova data da prova não é uma decisão “perfeita e maravilhosa para todos” os candidatos. “Buscamos uma solução técnica”, completou. “Se deixássemos para maio, os ingressos (no ensino superior) seriam só no segundo semestre. Perderíamos o semestre inteiro. Por isso estamos com a opção aberta, e vamos avaliar junto com as instituições de ensino superior, de fazer outro Sisu ao longo de 2021”, afirmou.

Os resultados do Enem 2020 serão divulgados no dia 29 de março de 2021.

*com Estadão Conteúdo